Pesquisa sobre cloroquina no Brasil continua com coalizão de hospitais

O estudo, tocado por hospitais de excelência, avalia como os pacientes da Covid-19 reagem ao medicamento

comprimidos em fundo azulHAL GATEWOOD/UNSPLASH

atualizado 26/05/2020 15:19

A decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de suspender os testes com hidroxicloroquina e cloroquina, anunciada na segunda-feira (25/05), não vai interromper as pesquisas sobre o medicamento que estão sendo feitas no Brasil.

Já em andamento, as pesquisas abrangem entre 40 e 60 hospitais do país, com 1.100 pacientes da Covid-19. O projeto é capitaneado pelos hospitais Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet), junto com o Ministério da Saúde.

A coalizão realiza três frentes de pesquisas: uma para avaliar o uso da azitromicina e da hidroxicloroquina em 630 pacientes hospitalizados com quadro leve a moderado da doença; outra, monitora o uso do medicamento nos casos mais graves da Covid-19, com 440 pacientes e uma terceira frente estuda um medicamento chamado dexametasona, com ação anti-inflamatória, em pacientes em ventilação mecânica.

A OMS suspendeu os testes temporariamente depois que a revista The Lancet publicou um grande estudo sobre os riscos da hidroxicloroquina, entre eles: o aumento no risco de morte por problemas cardíacos, como arritmia. O estudo avaliou pacientes internados em 671 hospitais de seis continentes, entre 20 de dezembro e 14 de abril.

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