Pesquisa afirma que vacinas contra sarampo não causam autismo

Estudo recente realizado na Dinamarca com quase 660 mil crianças derruba um dos principais argumentos do grupo antivacina

atualizado 12/03/2019 16:59

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Um dos argumentos do grupo antivacina – que não imuniza seus filhos e pode ser um dos responsáveis pelo retorno de doenças consideradas erradicadas – é a probabilidade de uma relação entre vacinas e autismo. A informação é negada veementemente pelas comunidades médica e científica e, na última semana, ganhou mais um reforço.

Foi publicado na revista Annals of Internal Medicine um estudo dinamarquês que acompanhou 657.461 crianças nascidas entre 1999 e 2010 e concluiu que a vacina contra o sarampo não eleva o risco de autismo nem provoca a doença em pacientes suscetíveis ou está associada ao surgimento de “aglomerados de casos de autismo depois de campanhas de vacinação”.

A Dinamarca possui um programa de vacinação gratuito e voluntário, e a equipe de pesquisadores da Statens Serum Institut, em Copenhagen, acompanhou as crianças do país por 20 anos – inclusive as 31.619 delas não vacinadas. Do grupo de quase 660 mil, 6.517 foram diagnosticados com autismo, e o estudo não percebeu diferença entre o grupo imunizado e o não imunizado.

O estudo não é inédito: a mesma equipe de pesquisadores já havia publicado resultados semelhantes em 2002, com uma amostra de 537.303 crianças.

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