Com Alzheimer aos 41, homem lista sinal comum da doença que ignorou
O australiano Fraser, 41 anos, compartilha a experiência com o diagnóstico de Alzheimer precoce em vídeos no Youtube
atualizado
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Pai de duas adolescentes, o professor e pesquisador Fraser, de 41 anos, foi diagnosticado com Alzheimer precoce em 2024. Desde então, o australiano compartilha a experiência com a doença neurodegenerativa através de seu canal no Youtube, o I (don´t) have dementia (Eu (não) tenho demência, na tradução).
Em um dos vídeos, ele conta que os primeiros sintomas do Alzheimer surgiram dois anos antes do diagnóstico. Fraser relata que se sentou para assistir a um filme novamente, sem se lembrar de já tê-lo visto, mesmo com sua parceira avisando que eles tinham visto um mês antes.
“Assisti ao filme inteiro e o final ainda foi uma surpresa completa. Não me lembrava de tê-lo assistido, de forma alguma”, conta o australiano em seu canal no Youtube.
Em outro momento, Fraser conta que uma das filhas o avisou que sairia com amigos, mas ele entrou em pânico quando percebeu que ela não estava em casa. “Chegou a noite e eu comecei a surtar pensando: ‘Cadê minha filha?’. Eu estava surtando de verdade”, afirma.
Logo depois dos episódios, ele resolveu procurar ajuda médica para entender os problemas cognitivos. Após exames clínicos, foi diagnosticado com Alzheimer de início precoce aos 41 anos.
O que é o Alzheimer?
- O Alzheimer é uma doença que afeta o funcionamento do cérebro de forma progressiva, prejudicando a memória e outras funções cognitivas.
- Ainda não se sabe exatamente o que causa o problema, mas há indícios de que ele esteja ligado à genética.
- É o tipo mais comum de demência em pessoas idosas e, segundo o Ministério da Saúde, responde por mais da metade dos casos registrados no Brasil.
- O sinal mais comum no início é a perda de memória recente. Com o avanço da doença, surgem outros sintomas mais intensos, como dificuldade para lembrar de fatos antigos, confusão com horários e lugares, irritabilidade, mudanças na fala e na forma de se comunicar.
Sentimento de culpa
O australiano adotou o uso de um diário para fazer anotações e mudanças de planos ao longo do dia, uma estratégia para lidar melhor com os esquecimentos. Como os sintomas vem e vão, gerando confusão mental, Fraser se vê até com a própria identidade abalada em algumas situações.
No entanto, ele revela que o principal impacto é emocional, ao perceber como a doença afeta a relação com as filhas. “O pai deveria ser aquele que dá apoio e está presente para os filhos, mas eles já estão tendo que se adaptar. Você se sente culpado por fazer isso com as crianças, mesmo que não seja sua culpa”, lamenta.
Embora perceba que os sintomas avançaram nos últimos seis meses, Fraser ainda consegue trabalhar e sente que a doença ainda não está o controlando.
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