Pacientes com obesidade terão acesso antecipado à retatrutida nos EUA
Programa da Eli Lilly permitirá o uso da Retatrutida, medicamento experimental, por um grupo restrito de pacientes com obesidade grave

Pacientes com obesidade grave poderão receber a retatrutida, medicamento experimental, antes mesmo da aprovação da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos.
A Eli Lilly, empresa que produz o medicamento, anunciou que abrirá um programa de uso compassivo, também conhecido como acesso expandido, destinado a um grupo restrito de pessoas que não têm alternativas adequadas de tratamento.
A iniciativa ocorrerá exclusivamente nos Estados Unidos e permitirá o acesso ao medicamento experimental apenas para pacientes que preencham critérios específicos. A informação foi divulgada pela Reuters.
A Eli Lilly destaca que a retatrutida continua sendo um medicamento experimental. Ela ainda não foi aprovada pela FDA nem por qualquer outra agência reguladora e segue em estudos clínicos de fase 3.
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Ver todasO que é Retatrutida ?
- É um medicamento experimental aplicado por injeção uma vez por semana.
- Atua simultaneamente em três receptores hormonais: GLP-1, GIP e glucagon.
- É pesquisada para tratar a obesidade e doenças associadas, como doença cardiovascular, apneia obstrutiva do sono, doença hepática metabólica, doença renal crônica, osteoartrite do joelho e a diabetes tipo 2.
- Ainda não foi aprovada pela FDA nem por outras agências reguladoras.
- A Eli Lilly alerta que produtos vendidos como retatrutida fora dos estudos clínicos podem conter ingredientes desconhecidos ou doses incorretas, oferecendo riscos à saúde.
Quem poderá receber o medicamento?
O programa não será aberto ao público em geral. Para participar, será preciso ter 18 anos ou mais, apresentar obesidade refratária após falha dos tratamentos disponíveis em dose máxima, possuir pelo menos duas complicações graves relacionadas ao excesso de peso e não ser elegível para estudos clínicos em andamento.
Cada pedido ainda será analisado individualmente pela farmacêutica. A Eli Lilly informou que pretende solicitar a aprovação do medicamento à FDA no primeiro trimestre de 2027.
Até lá, o medicamento permanecerá disponível apenas para participantes de estudos clínicos e para um número limitado de pacientes contemplados pelo programa de uso compassivo nos Estados Unidos.
A farmacêutica também reforça que qualquer produto comercializado como retatrutida fora dessas condições deve ser considerado irregular e potencialmente inseguro.



