OMS sobre críticas em Tenerife por navio com hantavírus: “Não é Covid”
Navio de cruzeiro afetado por surto de hantavírus irá desembarcar nesse domingo (10/5), em Tenerife, na Espanha, sob protestos
atualizado
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O desembarque do navio de cruzeiro MV Hondius no Porto de Grandilla, localizado na ilha de Tenerife, na Espanha, tem causado protestos locais. Os tripulantes da embarcação sofreram com um surto de hantavírus durante a viagem que partiu de Ushuaia, na Argentina, com destino a Cabo Verde, na África. Até o momento, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já confirmou três mortes a bordo.
Em comunicado divulgado nesse sábado (9/5), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirma que a população da ilha não deve temer a chegada do navio, pois o risco de contaminação aos locais é baixo.
“Sei que ao ouvir a palavra ‘surto’ e ver um navio navegando em direção à sua costa, memórias que nenhum de nós conseguiu superar completamente vêm à tona. Mas preciso que me ouçam com clareza: isto não é outra Covid. O risco atual para a saúde pública decorrente do hantavírus permanece baixo. Meus colegas e eu já afirmamos isso categoricamente, e repito agora”, diz Ghebreyesus.
Entenda o desembarque
- A embarcação deve chegar ao Porto de Grandilla, na ilha de Tenerife, na Espanha, entre 4h e 6h deste domingo (10/5), no horário local (0h a 2h, no horário de Brasília).
- As informações foram confirmadas pelo ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, e pela ministra da Saúde espanhola, Mónica García.
- De acordo com o governo espanhol, os cidadãos da Espanha serão os primeiros a desembarcar.
- A saída dos demais passageiros dependerá da liberação das autoridades de saúde e da chegada das aeronaves enviadas pelos países de origem.
Segundo o diretor-geral, não há passageiros manifestando sintomas a bordo momentaneamente e um membro da OMS está no navio. Em parceria com as autoridades espanholas, a entidade preparou um plano para retirar os passageiros do cruzeiro:
- Todos chegarão à terra no Porto Industrial de Granadilla;
- A área de chegada será longe de zonas residenciais;
- Os passageiros sairão em veículos lacrados e vigiados, passando por um corredor isolado;
- Cada passageiro será repatriado por seu país de origem.
“Como já disse muitas vezes: os vírus não se importam com política e não respeitam fronteiras. A melhor imunidade que qualquer um de nós possui é a solidariedade. Confiem nos preparativos que foram feitos. E saibam que a OMS está com vocês”, defendeu Ghebreyesus.
