OMS indica investimentos em 5 áreas para conseguir o fim da pandemia
Entidade internacional recomenda que países invistam em vacinação, vigilância epidemiológica e na rede hospitalar para acabar com a pandemia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a segunda atualização do Plano Estratégico de Preparação, Prontidão e Resposta para a Covid-19. Durante a coletiva de imprensa desta quarta-feira (30/3), o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou cinco áreas que precisam de investimentos sólidos dos países para que a pandemia chegue ao fim em 2022. São elas:
- Vigilância e fortalecimento dos laboratórios;
- Vacinação, inteligência da saúde pública e medidas sociais e comunidades engajadas;
- Cuidados clínicos para a Covid-19 e pesquisa e desenvolvimento de sistemas de saúde resilientes;
- Acesso equitativo a ferramentas e suprimentos;
- Coordenação de suprimentos, à medida que a resposta passa de um modo de emergência para o gerenciamento de doenças respiratórias de longo prazo.
“Temos todas as ferramentas necessárias para controlar essa pandemia: podemos prevenir a transmissão com máscaras, distanciamento, higiene das mãos e ventilação. E podemos salvar vidas garantindo que todos tenham acesso a testes, tratamentos e vacinas”, afirmou Adhanom.
Futuro da pandemia
O nível de empenho para combater a pandemia pode levar o mundo a três cenários diferentes neste ano. O mais provável, segundo Adhanom, é que o coronavírus continue a evoluir, mas a gravidade da doença que ele causa reduza com o tempo, à medida que a imunidade aumenta na população, devido à vacinação e a própria infecção.
Ainda nesta lógica, picos periódicos de casos e mortes podem ocorrer à medida que a imunidade diminui, exigindo reforços vacinais para as populações mais vulneráveis.
No cenário mais otimista, devem surgir variantes do vírus que causem quadros mais brandos, reduzindo a necessidade de novas doses de reforço das vacinas ou a atualização das fórmulas.
“Na pior das hipóteses, pode surgir uma variante mais virulenta e altamente transmissível. Contra essa nova ameaça, a proteção das pessoas contra doenças graves e morte, seja por vacinação anterior ou infecção, diminuirá rapidamente”, afirmou o diretor da OMS.
A meta da OMS continua sendo vacinar 70% da população de cada um dos países até o fim do primeiro semestre, com prioridade para profissionais de saúde, idosos e grupos de risco dos países de baixa e média renda.
“Mesmo que alguns países de alta renda agora implementem a quarta dose para suas populações, um terço da população global ainda não recebeu uma única dose, incluindo 83% da população da África. Isso não é aceitável para mim e não deve ser aceitável para ninguém”, disse Adhanom.
“Se os ricos do mundo estão desfrutando dos benefícios da alta cobertura vacinal, por que não deveriam os pobres do mundo? Algumas vidas valem mais do que outras?”, continuou.

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