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Saúde

OMS diz que Brasil precisa agir rápido para evitar 2ª onda de Covid-19

Questionados sobre alta nos casos do país, diretores da entidade afirmam que é necessário transmitir mensagens claras à população

27/11/2020 14:53, atualizado 27/11/2020 16:55
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Fábio Vieira/Especial Metrópoles
Calçada lotada de pedestres em São Paulo

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (27/11), os diretores da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmaram que os países da América Latina estão registrando aumento no número de casos de Covid-19.

Segundo o diretor de emergências da entidade, Michael Ryan, no caso específico do Brasil, o sistema de saúde conseguiu absorver a “pancada” da primeira onda “de forma maravilhosa”, mas, com a fadiga dos profissionais de saúde, “não podemos assumir que conseguirá mais uma vez”.

Ryan alertou ainda para a necessidade de proteger os trabalhadores da linha de frente para que consigam lidar com a alta nos casos. “Se voltarmos para uma situação de UTIs lotadas, a mortalidade vai crescer. Precisamos agir rapidamente, de forma mais consistente e colaborativa. Na primeira vez, tínhamos a desculpa de que estávamos aprendendo, adaptando, testando o que a população aceitaria. Mas, na segunda, precisamos agir melhor”, frisou.

Lições da Europa

O diretor de emergências afirmou ainda que o Brasil pode aprender com o que vem acontecendo na segunda onda da Europa e da América do Norte, para evitar que o cenário da primeira onda se repita. Segundo ele, os governos estão lidando com o surto de forma muito mais eficiente desta vez.

“É necessário tomar ações decisivas para reduzir a transmissão. Por isso, é preciso a compreensão das pessoas sobre distanciamento social, uso de máscara e importância da higiene. É difícil, principalmente em áreas muito populosas, onde as pessoas precisam sair de casa para se sustentar”, pontuou.

Ryan salientou que, quando é feita uma intervenção com base na sociedade, e as pessoas estão envolvidas, o quadro de transmissão é capaz de mudar rapidamente. “A Europa melhorou a consistência das mensagens, e as populações precisam receber informações claras”, destacou.

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