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Saúde

Óleo de peixe não previne declínio ligado ao Alzheimer, mostra estudo

Pesquisa com idosos em risco para Alzheimer não encontrou melhora da memória nem proteção cerebral com suplementação de ômega-3

19/06/2026 14:59
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Cápsulas de óleo de peixe (ômega-3) em uma tigela de vidro e sobre uma toalha branca próxima. Metrópoles

Óleo de peixe é um dos suplementos mais consumidos no mundo e costuma ser associado à saúde do cérebro. No entanto, um novo estudo sugere que tomar cápsulas de ômega-3 pode não trazer os benefícios esperados na prevenção do Alzheimer.

A pesquisa foi publicada nessa quinta-feira (18/6) na revista eBioMedicine e acompanhou por dois anos adultos mais velhos com maior risco de desenvolver a doença. Os resultados mostraram que a suplementação não melhorou a memória, a função cognitiva nem reduziu sinais de perda cerebral relacionados ao Alzheimer.

“Todos nós gostaríamos que houvesse uma solução milagrosa para prevenir o Alzheimer, mas nossas descobertas mostraram que os suplementos de óleo de peixe não parecem proteger a saúde do cérebro”, afirmou Hussein Naji Yassine, diretor do Centro de Saúde Cerebral Personalizada da Universidade do Sul da Califórnia e principal autor do estudo, em comunicado.

Como o estudo foi realizado

Os pesquisadores recrutaram 365 adultos entre 55 e 80 anos que consumiam pouco peixe, uma das principais fontes naturais de ômega-3. Quase metade dos participantes possuía o gene APOE4, considerado o principal fator genético de risco para o Alzheimer de início tardio.

Os voluntários foram divididos em dois grupos. Um recebeu diariamente suplementos com 2.000 mg de DHA — um tipo de ômega-3 encontrado principalmente em peixes e considerado importante para a estrutura e o funcionamento das células cerebrais. O outro recebeu placebo.

Antes de avaliar possíveis benefícios cognitivos, os cientistas queriam confirmar se o nutriente realmente chegava ao cérebro. Após seis meses, exames mostraram aumento médio de 17% nos níveis de DHA no líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal. Ou seja, o ômega-3 foi absorvido e alcançou o sistema nervoso central.

Mesmo assim, os resultados não mudaram

Apesar de chegar ao cérebro, o suplemento não trouxe vantagens ao longo do estudo. Testes de memória e cognição realizados no início e ao final dos dois anos mostraram desempenho semelhante entre quem recebeu DHA e quem tomou placebo.

Além disso, os exames de imagem não identificaram proteção contra a redução do hipocampo, uma região cerebral ligada à memória e frequentemente usada como marcador de envelhecimento cerebral e risco de Alzheimer.

Segundo os autores, os resultados indicam que aumentar os níveis de ômega-3 por meio de suplementos, isoladamente, pode não ser suficiente para alterar a evolução dos processos relacionados à doença.

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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas
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Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano

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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

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Dieta pode ser mais importante que suplementos

Agora, os pesquisadores tentam entender por que o ômega-3 chega ao cérebro, mas não produz os efeitos esperados.

Uma das hipóteses é que o nutriente funcione melhor quando consumido dentro de um padrão alimentar saudável, como a dieta mediterrânea, rica em peixes, azeite, frutas, legumes e verduras.

“Estamos focados em entender melhor como o cérebro processa os ômega-3 e se fatores como saúde, alimentação, risco genético e idade podem alterar a capacidade do organismo de utilizar esses nutrientes de forma eficaz”, disse Yassine.

Os autores reforçam que, até o momento, as estratégias mais consistentes para reduzir o risco de Alzheimer continuam sendo a prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada, sono adequado e o controle de doenças como hipertensão e diabetes.

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