O desvio de septo é bastante comum. Entenda o que é e como tratar

Condição afeta cerca de 38 milhões de brasileiros, segundo dados da Academia Brasileira de Rinologia. Cirurgia é indicada em alguns casos

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atualizado 01/07/2019 23:15

O desvio de septo nasal corresponde à alteração do posicionamento da parede que separa as narinas, causando dificuldade para respirar corretamente. A condição atinge cerca de 38 milhões de brasileiros, conforme dados da Academia Brasileira de Rinologia. O desvio pode ocorrer devido a pancadas no nariz, inflamações locais mas, frequentemente, existe desde o nascimento.

É comum as pessoas que têm esse problema optarem por operar. No entanto, o procedimento não é necessário para todos os casos. O desconforto é maior quanto mais próximo da ponta do nariz a obstrução estiver. O desvio de septo causa problemas como dores de cabeça ou no rosto, sangramentos pelo nariz, ronco (pois as pessoas respiram pela boca), cansaço excessivo, apneia do sono e sensação de nariz constantemente entupido.

De acordo com a Associação Americana de Cirurgia Plástica, 55% das plásticas no nariz são realizadas por motivos estéticos. No entanto, procedimentos para correção de alterações na função respiratória nasal, como desvio de septo, são a segunda maior causa de operações.

Segundo Luís Felipe Maatz, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a recuperação de uma cirurgia plástica nasal costuma ser rápida, mas requer cuidados maiores nos primeiros dias. Devido ao inchaço na região operada, pode haver dificuldade para respirar, que costuma melhorar com o uso das medicações específicas prescritas pelo cirurgião.

“O paciente pode retornar às suas atividades habituais após um período relativamente curto. A média é de 7 a 14 dias para o retorno ao trabalho e de um mês para realização de atividades físicas”, finaliza o especialista.

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