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Saúde

Mulher com sintoma corriqueiro descobre ter câncer de esôfago

Cheryle Brandon acreditava estar enfrentando um problema simples, mas exames revelaram um tumor de 6 cm no esôfago

16/01/2025 15:34
Mulher com sintoma corriqueiro descobre ter câncer de esôfago
Mulher com sintoma corriqueiro descobre ter câncer de esôfago

A indigestão é um sintoma comum que muitas pessoas enfrentam, normalmente associado a refluxo ácido ou excesso de comida. No entanto, para Cheryle Brandon, de 51 anos, o desconforto que ela acreditava ser simples acabou revelando um diagnóstico muito mais grave: câncer de esôfago.

Em abril de 2022, Cheryle começou a sentir o que pensava serem sinais de refluxo ácido, um problema conhecido quando os sucos do estômago retornam à garganta. Inicialmente, o tratamento com omeprazol, um medicamento usado para reduzir a acidez estomacal, pareceu aliviar os sintomas.

Contudo, após algum tempo, os problemas voltaram, mais intensos do que antes.

“Comecei a ter dificuldade para engolir carne. Engasgava com frequência, e então mudei minha alimentação, substituindo a carne por alimentos mais macios, como biscoitos de trigo, sorvete e iogurtes”, conta ela em entrevista ao Daily Mail.

Tumor de 6 cm no esôfago

Com a piora dos sintomas, um clínico geral encaminhou Cheryle para uma endoscopia, procedimento em que um tubo flexível com uma câmera é inserido pela garganta para observar o interior do estômago.

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O exame revelou um tumor de 6 cm no esôfago. O câncer, identificado como inoperável, foi um choque. “Como era muito próximo do meu coração, eles não puderam operar. Eles me deram apenas meses de vida”, lembra.

O diagnóstico foi devastador. “Eles estavam tentando a cura, mas com potencial para cuidados paliativos”, relata.

A doença impactou seriamente a saúde de Cheryle, que perdeu peso rapidamente devido à dificuldade de comer. “Quando comecei o tratamento, eu usava tamanho 44. Mas depois de não conseguir comer direito, caí para o tamanho 38. Perdi tanto peso que precisei de uma sonda de alimentação”, explica.

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Em fevereiro de 2023, Cheryle iniciou a quimioterapia com esperança de controlar o câncer, mas os médicos alertaram que ela deveria para “se preparar para o pior”. Porém, após alguns meses de tratamento, ela recebeu uma notícia inesperada. Em junho, um exame de tomografia computadorizada revelou que não havia mais sinais de câncer.

Reprodução/FacebookFoto de Cheryle Brandon, que sofria de indigestão e após exames foi diagnosticada com câncer de esôfago. Metrópoles
Cheryle Brandon agora usa sua experiência para incentivar outras pessoas com sintomas semelhantes a buscarem ajuda médica o quanto antes e a levarem os sinais do corpo a sério

“Recebi um telefonema da equipe de oncologia e me disseram que a tomografia não mostrou sinais de câncer. Eu fiquei cética, achando que o médico estava olhando o arquivo errado. Mas o resultado estava correto”, disse ela, aliviada.

Embora ainda precise de exames regulares, Cheryle foi informada de que não há vestígios da doença. “O câncer me ensinou a ser mais humilde e a apreciar a vida”, compartilha.

Câncer de esôfago

O câncer de esôfago é um dos tipos mais letais da doença, com uma taxa de sobrevivência de apenas 50%, principalmente devido ao diagnóstico tardio, quando a doença está mais avançada.

Os sintomas incluem dificuldade para engolir, náuseas, azia e refluxo ácido, e a recomendação é que, se esses sinais forem persistentes, o paciente procure um médico e realize exames.

“Se você está pensando, ‘espera, estou com um problema que não está sendo levado a sério’, vá ao médico e faça uma endoscopia agora mesmo”, aconselha Cheryle.

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