Uma mulher espanhola de 31 anos foi diagnosticada duas vezes com Covid-19 em apenas 20 dias. O caso, relatado durante o Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, comprova que infecções anteriores não garantem proteção nem a curto prazo.
A paciente, que trabalha na área de saúde, testou positivo pela primeira vez em 20 de dezembro do último ano após ser infectada pela variante Delta. O diagnóstico foi feito ao acaso, durante uma triagem da equipe de trabalho. Durante os dez dias de isolamento, a paciente não apresentou nenhum sintoma.
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Uma das estratégias de enfrentamento da pandemia de Covid-19 é a vigilância epidemiológica, com o registro e a observação sistemática de casos suspeitos ou confirmados da doença, a partir da realização de testes
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Segundo especialistas, para se ter um controle da doença e conter a disseminação do vírus, é importante testar, cada vez mais, a população
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Secretaria de Saúde diz que não faltam testes de Covid-19 no DF
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RT PCR: considerado “padrão-ouro” pela alta sensibilidade, o teste é usado para o diagnóstico da Covid-19. Ele detecta a carga viral até o 12º dia de sintomas do paciente, quando o vírus ainda está ativo no organismo. O resultado é entregue em, aproximadamente, três dias
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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O teste utiliza a biologia molecular para detectar o vírus Sars-CoV-2 na secreção respiratória, por meio de uma amostra obtida por swab (cotonete)
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Teste salivar por RT-PCR: utiliza a mesma metodologia do RT-PCR de swab e conta com precisão de mais de 90% para o diagnóstico da doença ativa. O procedimento deve ser feito nos sete primeiros dias da doença em pacientes com sintomas
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PCR Lamp ou Teste de antígeno: comumente encontrado em farmácias, o exame avalia a presença do vírus ativo coletando a secreção do nariz por meio de swab. O resultado leva apenas 30 minutos para ficar pronto, por isso, ele é indicado para situações em que o diagnóstico precisa ser rápido
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De acordo com a empresa que fornece o exame, ele possui 80% de confiança. O método empregado no teste é usado também para outras doenças infecciosas, como a H1N1
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Teste de sorologia: revela se o paciente teve contato com o coronavírus no passado. Ele detecta a presença de anticorpos IgM, IGg ou IgA separadamente, criados pelo organismo das pessoas infectadas para combater o Sars-CoV-2, a partir de um exame de coleta de sangue
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O exame deve ser realizado a partir do 10º dia de sintomas. A precisão do resultado é menor do que nos testes do tipo RT-PCR. Além disso, falsos negativos podem aparecer com mais frequência
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Teste rápido: o método é semelhante aos testes de controle de diabetes, com um furo no dedo. A amostra de sangue é colocada em um reagente que apresenta o resultado rapidamente
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O teste imunológico rápido detecta a presença de anticorpos e o resultado positivo sinaliza que o paciente já sofreu a infecção pelo novo coronavírus. A confiabilidade do resultado varia muito, já que o método apresenta alta taxa de falso negativo
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Teste de anticorpos totais: detecta a produção do IgM e IgG no organismo, a partir de um único exame de coleta de sangue, e não faz a distinção dos valores presentes de cada anticorpo. A precisão do resultado chega a 95%
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Teste de anticorpo neutralizante: o procedimento é indicado para a avaliação imunológica. O exame detecta os anticorpos e vê a proporção que bloqueia a ligação do vírus com o receptor da células
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De acordo com os médicos do Institut Català de la Salut, de Tarragona, a mulher havia recebido a dose de reforço da vacina contra Covid-19 12 dias antes da confirmação da doença.
O segundo diagnóstico foi realizado em 10 de janeiro deste ano, apenas três semanas depois, quando ela manifestou os sintomas de tosse e febre. A infecção por cepas diferentes do coronavírus foi confirmada com a análise mais aprofundada das amostras de PCR coletadas.
Para os médicos, o caso comprova a capacidade da variante Ômicron em driblar a imunidade adquirida pelas vacinas e por infecções anteriores.
“Em outras palavras, as pessoas que tiveram Covid-19 não podem assumir que estão protegidas contra a reinfecção, mesmo que tenham sido totalmente vacinadas”, disse a médica Gemma Recio, durante apresentação no congresso europeu.
A autora do estudo destacou a importância da vigilância genômica de pacientes reinfectados para entender a capacidade das variantes de driblar a proteção adquirida pelas vacinas e outras variantes.