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Saúde

Mulher descobre aneurisma ao investigar TDAH: "Exames mudaram a minha vida"

Mesmo sem sintomas, a empreendora Arlene Alencar, de 35 anos, foi diagnosticado um aneurisma cerebral de 4,5 milímetros na carótida

18/10/2026 02:00
Arquivo Pessoal
Imagem colorida de mulher branca com casaco rosa deitada em uma cama de hospital - Metrópoles

Assim que seu filho passava por avaliação para saber se tinha transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), Arlene Alencar, de 35 anos, do Piauí, começou a suspeitar que também apresentava a condição. No entanto, o final de sua investigação teve um desfecho totalmente inesperado: o diagnóstico de um aneurisma cerebral.

Em julho de 2025, ao procurar uma psicóloga para investigar a suspeita de TDAH, a empreendedora foi encaminhada a um neurologista. A etapa era necessária para a realização de exames e testes mais aprofundados, fundamentais para o diagnóstico da condição.

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A realização dos testes começou no final do mesmo mês, período em que foi feito um check-up geral no cérebro de Arlene. Os resultados, porém, não detectaram o que ela suspeitava inicialmente, mas sim um aneurisma cerebral de 4,5 milímetros na carótida. Outro ponto que chamou a atenção é que ela não apresentava sintomas.

“Jamais imaginei que esses exames poderiam mudar a minha vida. O que começou como uma busca por respostas sobre o TDAH acabou me levando a uma descoberta que eu nunca esperava. Foi um susto, uma fase de muito medo e incertezas”, relata a piauiense.


O que é o aneurisma e por que ele é perigoso?

  • O aneurisma é uma dilatação que se forma na parede da artéria, semelhante a um balão.
  • Eles podem ocorrer em qualquer artéria do corpo, sendo mais comuns na aorta, artéria principal que transporta sangue do coração para o restante do organismo.
  • O maior risco está na possibilidade de rompimento.
  • Com o aumento da pressão sanguínea, o aneurisma pode se romper, causando um AVC hemorrágico grave, chamado de hemorragia subaracnoide.

Importância do diagnóstico precoce

O aneurisma cerebral se forma quando há uma dilatação anormal na parede enfraquecida de uma artéria no cérebro. No caso de aneurismas na carótida, um dos principais vasos sanguíneos do corpo, o simples rompimento dele pode provocar um acidente vascular cerebral (AVC) ou hemorragia.

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Hipertensão arterial, tabagismo, predisposição genética, histórico familiar, traumas crônicos e doenças do tecido conjuntivo estão entre os principais fatores de risco da doença.

Segundo o neurocirurgião vascular Victor Hugo Espíndola, responsável por tratar o caso de Arlene, mesmo sendo um achado incidental, a descoberta precoce foi essencial para evitar complicações mais sérias.

“A paciente descobriu o aneurisma durante uma investigação que não tinha relação com ele. O aneurisma foi identificado antes de se romper, ou seja, conseguimos tratá-lo antes que provocasse um problema mais grave, como um AVC”, afirma o especialista.

Espíndola destaca que o caso de Arlene demonstra a importância de exames preventivos da região cerebral. “As pessoas costumam ter o hábito de fazer exames cardiológicos preventivos, mas não existe a mesma cultura de prevenção em relação à saúde cerebral”, diz.

Cirurgia e recuperação

Três meses após o diagnóstico, Arlene passou por cirurgia para a colocação de um stent, um método que ajuda a desviar o fluxo sanguíneo para fora da dilatação e evitar o rompimento do vaso.

Atualmente, ela está bem, mas ainda faz uso de duas medicações de forma temporária por seis meses e um ano, respectivamente. Após o período, caso apresente melhora contínua, as medicações serão suspensas. Além disso, também será necessário um exame de controle para acompanhar a evolução do quadro dela.

Apesar do susto, Arlene conta que o diagnóstico a fez valorizar ainda mais a sua vida e a saúde. “Tenho procurado respeitar os limites do meu corpo, seguir as orientações médicas e cuidar mais de mim, tanto fisicamente quanto emocionalmente. Meu recado para todos é: não negligenciem a saúde. Façam seus exames, procurem ajuda médica e não ignorem os sinais do corpo”, alerta.