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Saúde

Monkeypox: saiba qual o risco de pegar doença em situações cotidianas

Durante o período de infecção ativa, situações em que haja contato próximo podem levar à transmissão do vírus

24/08/2022 02:02, atualizado 24/08/2022 12:41
Reprodução
Goiás tem primeiro caso suspeito de varíola dos macacos, diz Ministério da Saúde

Os casos de varíola dos macacos (monkeypox) se multiplicaram rapidamente pelo mundo nos últimos quatro meses, ultrapassando a marca dos 41,7 mil diagnósticos nesta segunda-feira (22/8). Embora a forma de transmissão mais comum no atual surto seja o contato pele a pele durante relações sexuais, outras situações podem representar risco à população.

A infectologista Ana Helena Germoglio, com clínica em Brasília, explica que o vírus da monkeypox começa a ser transmitido cerca de cinco dias antes de o paciente desenvolver lesões pelo corpo e persiste com capacidade de infectar até que a pele se recupere por completo, quando as crostas das feridas começarem a cair.

Durante o período de infecção ativa, qualquer situação na qual haja contato próximo, como festas, transporte público e academia, pode levar à transmissão viral.

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Dentro de casa

O compartilhamento de lençóis, roupas, toalhas e objetos com uma pessoa infectada pode resultar em transmissão.

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Um estudo do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos mostrou que o vírus pode permanecer em superfícies tocadas por pacientes até 30 dias depois do contato. Não ficou claro, no entanto, se o patógeno consegue infectar outras pessoas por essa via.

Veja a evolução das feridas em fotos compartilhadas pelo ator pornô norte-americano Silver Steele:

Monkeypox: saiba qual o risco de pegar doença em situações cotidianas - destaque galeria
9 imagens
O ator norte-americano Silver Steele postou em seu Instagram a evolução das feridas
Com o passar do tempo, as pequenas bolhas só pioraram
Ficaram maiores e mais doloridas
Silver ainda revelou que sentiu dores para comer
O ápice das bolhas próximas à boca dele
Monkeypox: saiba qual o risco de pegar doença em situações cotidianas - imagem 1
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O ator norte-americano Silver Steele postou em seu Instagram a evolução das feridas
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O ator norte-americano Silver Steele postou em seu Instagram a evolução das feridas

Reprodução/Instagram
Com o passar do tempo, as pequenas bolhas só pioraram
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Com o passar do tempo, as pequenas bolhas só pioraram

Reprodução/Instagram
Ficaram maiores e mais doloridas
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Ficaram maiores e mais doloridas

Reprodução/Instagram
Silver ainda revelou que sentiu dores para comer
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Silver ainda revelou que sentiu dores para comer

Reprodução/Instagram
O ápice das bolhas próximas à boca dele
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O ápice das bolhas próximas à boca dele

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Momento em que elas começara a secar
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Momento em que elas começara a secar

Reprodução/Instagram
De acordo com Silver, ele postou a evolução da doença para conscientizar outras pessoas sobre a varíola dos macacos
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De acordo com Silver, ele postou a evolução da doença para conscientizar outras pessoas sobre a varíola dos macacos

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Foram cerca de 18 dias para ele voltar a se sentir bem
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Foram cerca de 18 dias para ele voltar a se sentir bem

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Festas e shows

O risco varia entre baixo e médio, conforme o tipo de contato e o tempo de exposição pele a pele com a pessoa infectada, segundo explicou Saskia Popescu, professora assistente do programa de biodefesa da Universidade George Mason, nos Estados Unidos, ao portal Insider.

O ambiente menos iluminado e o uso de álcool acabam dificultando o julgamento de risco e a identificação de feridas. Por isso, a especialista recomenda o uso de roupas com mangas, a não ingestão de álcool e drogas e evitar os encontros sexuais casuais.

Na academia

As academias são consideradas locais de baixo risco de transmissão. Contudo, os protocolos de higiene que aprendemos com a Covid-19 são muito bem-vindos para evitar a varíola dos macacos.

Lavar as mãos com frequência e desinfetar os equipamentos compartilhados antes e depois do uso são medidas obrigatórias.

Transporte público

Assim como nos ambientes de maior aglomeração, o contato pele a pele no transporte público pode levar à transmissão da monkeypox. Novamente é indicado o uso de peças de roupa que cubram a maior parte do corpo.

“A transmissão pode, eventualmente, ocorrer no transporte público. Se tivermos uma proteção entre a pele e as lesões de outra pessoa, evitamos a transmissão. Não é à toa que os médicos usam capote (roupa hospitalar) quando examinam o paciente. A roupa nada mais é uma barreira para evitar o contato da nossa pele com a do paciente contaminado ou com suspeita de lesão”, explica a infectologista Ana Helena.

No restaurante

Além do contato pele a pele, a doença pode ser transmitida a partir de gotículas respiratórias e, possivelmente, por aerossóis de curto alcance caso haja lesões ou feridas infecciosas na boca.

É importante ter atenção nos bares e restaurantes e evitar experimentar bebidas e refeições de outras pessoas, com o compartilhamento de copos, canudos e talheres.

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