Moderna: vacina contra Covid funciona em crianças de até 5 anos

O resultado de um estudo da empresa com cerca de 7 mil crianças mostrou eficácia semelhante daquela constatada em adultos com Ômicron

atualizado 23/03/2022 11:06

Médica dando vacina covid-19 para uma criançaRoberto Jimenez Mejias/Getty

A Moderna informou, nesta quarta-feira (23/3), que a vacina que produz contra Covid-19 funciona tão bem em crianças menores de 6 anos quanto em adultos.

Dados de um estudo clínico feito pela farmacêutica, com 6.900 meninos e meninas com idades entre 6 meses e 5 anos, mostraram que duas doses do imunizante têm 38% de eficácia na prevenção de infecções em crianças de 2 a 5 anos e 43,7% para as de 6 meses a menos de 2 anos.

Os cientistas usaram doses de 25 microgramas cada – equivalente a um quarto da dose aplicada em adultos –, com intervalo de quatro semanas. A empresa estuda a necessidade da aplicação de uma dose de reforço para esta faixa etária.

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O estudo clínico foi feito no momento em que a Ômicron era predominante no país. A empresa avaliou que mesmo a eficácia mais baixa ainda é significativa e consistente comparada com a gerada em adultos

A maioria dos efeitos colaterais observados foram leves ou moderados e mais frequentes após a segunda aplicação.

Pedido de uso

A farmacêutica norte-americana informou que pedirá, dentro de algumas semanas, a autorização para o uso do imunizante nesta faixa etária às agências de saúde dos Estados Unidos, Europa e outros países.

“Dada a necessidade de uma vacina contra a Covid-19 em bebês e crianças pequenas, estamos trabalhando com o FDA (agência de saúde equivalente à Anvisa no Brasil) dos EUA e reguladores globalmente para enviar esses dados o mais rápido possível”, disse o presidente-executivo da Moderna, Stephane Bancel, em comunicado.

A empresa também testa doses menores para crianças menores de 5 anos, com apenas 3 microgramas, à pedido da FDA.

“No entanto, acreditamos que os dados atuais realmente apoiam as seleções de dose que fizemos nesta faixa etária. Estamos confiantes na dose que escolhemos”, disse Jacqueline Miller, uma das principais cientistas da Moderna, à Reuters.

 

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