“Minha grande vitória foi ter vencido o câncer”, diz técnico Dorival Júnior

Treinador recebeu diagnóstico da doença em 2019, após exames de rotina. Neste ano ele é embaixador de campanha Novembro Azul da Janssen

atualizado

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Santos FC/Divulgação
Dorival Júnior
1 de 1 Dorival Júnior - Foto: Santos FC/Divulgação

O técnico Dorival Júnior acumula títulos em sua trajetória de treinador de futebol e atleta, mas garante que a maior vitória de sua vida foi ter vencido a luta contra o câncer de próstata. Ele foi diagnosticado em fevereiro de 2019, após longa insistência da família para que fizesse um check-up de rotina.

Dorival foi atleta profissional por 18 anos e, por 17, treinou times como Santos, São Paulo, Internacional, Flamengo e Sport. Nesse período, passou por 15 disputas de campeonato, com 11 conquistas e quatro vice-campeonatos. “De tudo o que vivi, talvez minha maior vitória, minha maior conquista, tenha sido no ano de 2019. Justamente o ano em que não trabalhei”, conta.

Escolhido como embaixador da campanha Sua vida vale tudo, da Janssen – empresa farmacêutica do grupo Johnson & Johnson – ele conta que sempre foi muito relapso com a própria saúde e, ao longo de seus 58 anos de vida, esteve poucas vezes no urologista. “Sempre fui muito resistente a cuidar de mim. Fui ao urologista apenas em duas ocasiões, eu deixava as coisas acontecerem”, lembra.

O tumor na próstata foi identificado em estágio inicial a partir de um exame de sangue. Na época, ele era imperceptível ao toque dos médicos. O técnico acredita que isso contribuiu para a recuperação rápida. O tumor foi removido em uma cirurgia bem-sucedida em outubro do mesmo ano.

Câncer de próstata

Dos tumores malignos, o câncer de próstata é o mais comum entre os homens (31,7%): um diagnóstico da doença é feito a cada sete minutos e um óbito, a cada 40 minutos. Os mais afetados são os homens negros, obesos e com mais de 50 anos. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que ocorram mais de 68 mil casos de câncer de próstata por ano no Brasil.

“Um em cada seis a sete homens vai ter câncer de próstata na vida”, segundo o médico Diogo Bastos, oncologista do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP). Com o diagnóstico precoce, as chances de cura são em torno de 90%.

Os principais fatores de risco são idade e hereditariedade. O tumor é silencioso, se desenvolve na parte mais periférica da próstata. Os sintomas podem demorar anos para aparecer e costumam surgir nas fases mais avançadas, quando invadem a parte central do órgão.

Até 80% dos pacientes são assintomáticos, mas disfunção erétil, idas frequentes ao banheiro e sangramento na urina são sinais de alerta que devem ser observados. Dores ósseas e diminuição da força física podem ser indicadores de casos mais avançados e de metástase.

A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que exames periódicos para detecção da doença sejam feitos a partir dos 50 anos para os homens sem histórico familiar. Já os que têm casos na família devem começar o acompanhamento aos 45 anos.

“O rastreamento traz um benefício claro em termos de diagnóstico e cura da doença. O objetivo é tratar o câncer de próstata de maneira precoce, curar e manter a qualidade de vida do homem”, diz o médico Rafael Coelho, coordenador médico da Clínica Urológica do ICESP e chefe do grupo de câncer de próstata da Sociedade Brasileira de Urologia.

Câncer de testículo

O câncer de testículo representa cerca de 1% de todas as neoplasias em homens. Apesar de ser pouco frequente, ele é o mais comum entre pacientes jovens, com 15 a 35 anos. O Brasil registra 8,3 mil casos e 350 óbitos por ano. “Ainda que seja uma doença curável, quando o diagnóstico é tardio, o tratamento pode demandar cirurgias maiores, quimioterapia e ter um impacto na sobrevida desses pacientes, com efeitos colaterais”, afirma Coelho.

Os fatores de risco incluem histórico familiar, história prévia de tumor testicular no paciente e criptorquidia, a “não descida” do testículo ao nascimento. A doença tem três estágios. No primeiro ela se concentra nos testículos; no segundo, migra para os gânglios abdominais; e o último e menos frequente é a metástase.

A prevenção é feita com o autoexame simples e evita consequências em longo prazo. Os homens que identificam alterações na região, como nódulos indolores, devem procurar um urologista para investigação.

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