Medicina personalizada: Brasil é um dos 5 mais preparados na América Latina

Pesquisa mostra que país possui ambiente favorável para dar passo seguinte da medicina, quando tratamento será cada vez mais personalizado

atualizado 18/10/2020 10:54

DNAiStock

O Brasil está entre os cinco países da América Latina mais preparados para avançar na medicina personalizada, de acordo com um levantamento feito pelo braço de pesquisas da revista The Economist.

Considerada como o “futuro” no atendimento e tratamento de pacientes, a medicina personalizada se vale dos avanços tecnológicos para facilitar o diagnóstico e a prescrição de medicamentos de maneira individualizada para cada paciente

Os maiores progressos da área, atualmente, estão nos tratamentos oncológicos e de doenças raras. Com mapeamento genético e biologia molecular é possível oferecer um cuidado mais assertivo e personalizado ao paciente.

Encomendada pela farmacêutica Roche, a pesquisa da The Economist mostra que o Brasil tem um ambiente favorável para o crescimento da medicina personalizada. Os fatores mais positivos são o amadurecimento da governança, a conscientização da população para o assunto, a infraestrutura nacional e a administração financeira dos recursos destinados à saúde.

Coautora do estudo, a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Clarissa Mathias, considera que, neste assunto, o Brasil é um exemplo para os países vizinhos. “O Brasil deve ajudar os países que estão começando a jornada de passagem para a personalização do tratamento”, disse.

De acordo com o levantamento, condições favoráveis para a medicina personalizada também são verificadas na Argentina, Colômbia, Costa Rica e Uruguai.

Cenário
Responsável pelo setor de medicina personalizada da Roche Farma Brasil, Marcelo Oliveira destaca a incorporação de novas tecnologias e medicamentos no sistema de saúde do país como uma das vantagens brasileiras. Nos cinco anos seguintes à criação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias em Saúde do Brasil (Conitec), o número de tecnologias médicas aprovadas triplicou.

Outro ponto em que há considerável evolução é no relacionamento com as entidades regulatórias. De acordo com Oliveira, os integrantes destas organizações têm uma visão ampla em relação ao que pode ser oferecido aos pacientes e contam com recursos tecnológicos e acesso à informação que facilitam as análises necessárias.

“A maturidade  do Brasil nestes dois aspectos nos aproxima do que é feito na Europa e nos Estados Unidos. Lá medicamentos e tratamentos são aprovados em comparações de estudos clínicos individuais. Se o medicamento traz benefícios ao paciente, a tecnologia é incorporada”, disse Marcelo.

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