Novo medicamento aumenta sobrevida em câncer de pâncreas. Entenda

Estudo clínico mostra que fármaco experimental reduziu risco de morte e dobrou número de pacientes vivos após um ano

atualizado

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Ilustração mostra células cancerígenas em azul, em um fundo roxo - 6 tipos de câncer avançam entre jovens no mundo, diz estudo de Harvard - Metrópoles
1 de 1 Ilustração mostra células cancerígenas em azul, em um fundo roxo - 6 tipos de câncer avançam entre jovens no mundo, diz estudo de Harvard - Metrópoles - Foto: Nemes Laszlo/Science Photo Library/Gettyimages

Um medicamento experimental pode ajudar pacientes com câncer de pâncreas a viver mais tempo. Em um estudo clínico com pessoas que tinham a doença em estágio avançado, o fármaco elraglusib, combinado com quimioterapia, aumentou a sobrevida e reduziu o risco de morte em comparação ao tratamento padrão isolado.

A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, e publicada nesta terça-feira (14/4) na revista científica Nature Medicine. O câncer de pâncreas é um dos tumores mais difíceis de tratar e está entre as principais causas de morte por câncer.

Segundo os autores, os pacientes que receberam o novo medicamento junto com a quimioterapia tiveram quase o dobro de probabilidade de estar vivos após um ano de tratamento.

Resultados do estudo clínico

O ensaio clínico de fase 2 incluiu 233 pacientes com câncer pancreático metastático em 60 centros de seis países da América do Norte e da Europa. Os participantes foram divididos em dois grupos. Um recebeu apenas quimioterapia padrão, enquanto o outro recebeu quimioterapia combinada com elraglusib.

Os pacientes tratados com o novo medicamento viveram, em média, 10,1 meses após o início do tratamento. No grupo que recebeu apenas quimioterapia, a sobrevida média foi de 7,2 meses.

A diferença média de cerca de três meses pode parecer pequena, mas os pesquisadores ressaltam que parte dos participantes tinha tumores que evoluíam rapidamente e pouco respondiam a qualquer tipo de tratamento.

Entre os pacientes que responderam melhor ao medicamento, o benefício foi mais evidente. Cerca de 44% das pessoas que receberam elraglusib estavam vivas após um ano, enquanto no grupo tratado apenas com quimioterapia essa proporção foi de 22%.

Após dois anos, cerca de 13% dos pacientes que receberam o novo medicamento continuavam vivos, enquanto nenhum participante do grupo de controle atingiu esse tempo de sobrevida.

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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

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Como o medicamento atua no organismo

O elraglusib foi desenvolvido nos laboratórios da Universidade Northwestern e atua sobre uma proteína chamada GSK-3 beta, que participa do crescimento dos tumores e da forma como o sistema imunológico reage ao câncer.

Diferentemente da quimioterapia tradicional, que tenta destruir diretamente as células cancerígenas, o medicamento parece agir no chamado microambiente tumoral, o conjunto de células e tecidos que cercam o tumor.

Os pesquisadores observaram que pacientes tratados com o fármaco apresentaram maior presença de células de defesa dentro do tumor, o que sugere que o medicamento pode ajudar a reativar a resposta do sistema imunológico contra o câncer.

“Embora os resultados ainda precisem ser confirmados em estudos maiores, observar um benefício de sobrevida em um câncer tão difícil de tratar é encorajador”, afirma o oncologista Devalingam Mahalingam, principal autor do estudo, em comunicado.

Em relação aos efeitos colaterais, estes foram semelhantes aos já observados em tratamentos quimioterápicos, incluindo fadiga, redução na contagem de glóbulos brancos e alterações visuais temporárias.

Agora, os pesquisadores planejam estudos clínicos de fase 3 para confirmar os resultados e avaliar se o medicamento pode ser combinado com outras terapias contra o câncer.

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