Caso Maíra Cardi: refrigerante eleva riscos de diabetes e obesidade
Caso ganhou repercussão na internet após posts da influenciadora Maíra Cardi, que proibiu o marido, Thiago Nigro, de consumir refrigerante

“Imagine não poder comer nem beber algo que gosta dentro da própria casa”. Esse foi o comentário de uma internauta nas redes sociais em relação à polêmica gerada por Maíra Cardi e seu marido, Thiago Nigro, nesta semana por conta do consumo de refrigerante. Mas, afinal, há problema em consumir refrigerante? E se for zero açúcar?
O maior problema da bebida, na verdade, é que ela tem uma grande quantidade de açúcar. Para se ter uma ideia, de acordo com a nutricionista materno-infantil e influenciadora Luciana Nunes, uma lata de refrigerante de 350 ml tem, em média, o equivalente a 35 ou 40 gramas de açúcar. Em comparação, essa quantidade é a mesma coisa que cerca de sete sachês ou oito colheres de chá.
Segundo a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade ideal de consumo de açúcares livres — aqueles adicionados e os açúcares naturais do mel, xaropes e sucos — é de 10% das calorias diárias, correspondendo a 50 g por dia.

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Ver todasA nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, reitera que a principal diferença entre o refrigerante tradicional e o refrigerante zero está exatamente na presença de açúcar.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência“O refrigerante convencional contém sacarose ou xarope de glicose/frutose, o que aumenta significativamente seu valor calórico e, quando consumido de forma frequente, está associado ao maior risco de obesidade, diabetes tipo 2, doença hepática gordurosa, cárie dentária e doenças cardiovasculares. Já o refrigerante zero substitui o açúcar por adoçantes, como aspartame, sucralose, acessulfame de potássio, sacarina, ciclamato ou estévia, resultando em uma bebida com pouca ou nenhuma caloria e sem adição significativa de açúcar”, explicou.
Saiba sinais que podem indicar que você tem diabetes
- Sensação de cansaço e irritabilidade.
- Visão turva
- Sede excessiva.
- Fome frequente.
- Boca seca.
- Doença periodontal.
- Feridas que demoram para cicatrizar.
- Formigamento nos pés e mãos.
- Perda de peso.
- Coceira ao redor do pênis ou vagina, ou episódios recorrentes de candidíase.
- Vontade excessiva de urinar.
- Coceira na pele.
- Manchas escuras na pele.
- Infecções frequentes.
Ela complementa, que do ponto de vista metabólico, o refrigerante zero pode ser uma alternativa mais adequada para pessoas que precisam controlar a glicemia, como indivíduos com diabetes ou que desejam reduzir a ingestão calórica.
Em relação ao refrigerante zero, a nutricionista Fabiana Ximenes, da Tivolly, destaca que a bebida só pode ser considerada saudável se comparada ao refrigerante normal. “Claro que ente os dois a opção zero é melhor pois não tem açúcar, logo não gera aumenta da glicemia imediato pois o açúcar é substituído por adoçante. Um outro fator positivo é que quase não tem calorias, sendo assim é uma boa opção para quem ainda não consegue parar de beber refrigerante. No entanto, ambos continuam sendo bebidas ultraprocessadas com baixo valor nutricional e que não vai trazer nenhum beneficio para a saúde”, reforça.
De acordo com um estudo apresentado no Congresso Europeu UEG Week 2025, realizado no final do ano passado, os refrigerantes diet ou zero podem causar danos ao fígado.
Nesse estudo, os pesquisadores acompanharam por cerca de 10 anos mais de 123 mil pessoas do banco de dados britânico UK Biobank que não tinham histórico de doença hepática.
Após a análise de dois grupos, onde um consumiu bebida com açúcar e o outro com adoçantes, os resultados mostraram que, para os participantes que bebiam 250 gramas de adoçante por dia, o risco de doença hepática aumentou para 60% em relação ao grupo que consumiu açúcar, onde o risco foi de 50%.
Dessa forma, especialistas recomendam que a água é a melhor e mais saudável fonte de hidratação. Portanto, o consumo tanto do refrigerante tradicional quanto do zero deve ser ocasional.


