Dez anos após acidente, jovem paraplégica emociona ao voltar a andar. Veja vídeo
Vídeo viraliza e mostra primeiros passos com exoesqueleto, tecnologia que se acopla ao corpo para aumentar a força, resistência e mobilidade
atualizado
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A norte-americana Jessica Tawil tinha apenas 17 anos quando sofreu um grave acidente de carro que mudou completamente o rumo da sua vida. Após o impacto, ela ficou paraplégica — condição em que há perda dos movimentos das pernas — e passou a depender de cadeira de rodas para se locomover.
Durante uma década, Jessica enfrentou desafios físicos e emocionais intensos. A rotina passou a incluir sessões frequentes de fisioterapia, além de um longo processo de adaptação à nova realidade.
Dez anos depois do acidente, Jessica protagonizou uma cena que rapidamente ganhou o mundo. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, ela aparece de pé, dando os primeiros passos com a ajuda de um equipamento robótico.
O registro viralizou. Emocionada, ela descreve o momento “Faz 10 anos que não fico em pé sobre os meus próprios pés… Hoje, me senti viva”, disse.
O avanço foi possível com o uso de um exoesqueleto — uma estrutura robótica vestível que envolve o corpo e auxilia os movimentos. Os dispositivos funcionam por meio de sensores, motores e sistemas computadorizados que identificam a intenção de movimento do usuário e ajudam a executar ações como levantar, ficar em pé e caminhar.
Além da tecnologia, Jessica conta que o resultado dependeu de um conjunto de fatores, incluindo fisioterapia contínua, fortalecimento muscular, treino de equilíbrio e acompanhamento especializado.
Pesquisas mostram que exoesqueletos têm sido cada vez mais utilizados na reabilitação de pessoas com lesões neurológicas. No Brasil, inclusive, grupos de pesquisa já desenvolvem modelos próprios, com foco em ampliar a mobilidade e a autonomia de pacientes.
Uma nova fase após mais de uma década
Hoje, aos 28 anos, Jessica Tawil segue em processo de reabilitação e continua utilizando a tecnologia como parte do tratamento. Embora o equipamento não represente uma cura para a paraplegia, ele permite experiências importantes, como voltar a ficar em pé e dar passos — algo que impacta não apenas o corpo, mas também a saúde emocional.
A história de Jessica ganhou destaque justamente por simbolizar um recomeço. Após mais de 10 anos sem andar, o momento em que ela voltou a se levantar representa a esperança e a persistência ao longo de anos de tratamento.
