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Saúde

Irmã de 2 anos doa medula e ajuda a salvar menina com doença rara

Hematomas nas pernas levaram ao diagnóstico de anemia aplásica grave e transplante de medula teve irmã caçula como doadora

19/07/2026 15:10
Divulgação/GoFoundMe
Foto em close-up da criança Emma Meline, uma menina branca, loira, de olhos claros. Ela sorri para a foto. A garotinha tem uma doença rara. Metrópoles

O que parecia ser apenas alguns hematomas nas pernas mudou completamente a rotina da pequena Emma Meline, de 5 anos. Poucos dias antes do Natal de 2025, os pais perceberam manchas roxas e uma erupção na pele da menina e decidiram levá-la ao pediatra.

Exames feitos no hospital revelaram que Emma tinha anemia aplásica grave, uma doença rara em que a medula óssea deixa de produzir células sanguíneas em quantidade suficiente.

Após semanas de internação e tratamento, a menina recebeu uma nova chance graças à irmã caçula, Lucy, de apenas 2 anos, que era totalmente compatível para a doação de medula óssea. O transplante foi realizado em fevereiro deste ano e, depois dos primeiros 100 dias sem complicações, os médicos passaram a considerar o procedimento um sucesso.

A mãe de Emma, Amanda Meline, 30, lembra que a mudança na saúde da filha aconteceu de forma inesperada. “Levávamos uma vida muito tranquila. De repente, vimos aqueles hematomas nas pernas e tudo mudou”, contou ela à revista People.

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O pediatra pediu exames de sangue imediatamente e, ao analisar os resultados, decidiu encaminhar Emma ao hospital para uma investigação mais detalhada.

Dois meses dentro do hospital

O diagnóstico marcou o início de um período difícil para a família. Amanda praticamente passou os dois meses seguintes ao lado da filha no hospital, enquanto o pai e outros familiares cuidavam dos quatro irmãos da menina.

Durante a internação, os exames mostraram que Lucy, uma das irmãs gêmeas de Emma, era totalmente compatível para doar medula óssea. Segundo Amanda, a menina encarou o processo de forma surpreendente para alguém de apenas dois anos.

“A frase que ela mais dizia era ‘estou sendo corajosa pela Emma’ quando precisava fazer os exames de sangue”, relembra.

Enquanto Lucy recebeu alta no mesmo dia da doação, Emma precisou passar por uma etapa mais longa. Antes do transplante, passou por sessões de quimioterapia para preparar a medula óssea e ficou abalada ao saber que perderia o cabelo.

A mãe procurou tranquilizá-la dizendo que os fios cresceriam novamente e que, quando isso acontecesse, ela poderia até pintá-los de rosa.

Nova fase

O transplante foi realizado em 17 de fevereiro. Pouco menos de um mês depois, Emma já pôde voltar para casa. Embora ainda tenha o sistema imunológico enfraquecido e precise usar máscara em locais públicos, a menina retomou parte da rotina e recentemente comemorou uma conquista simples, mas muito aguardada.

Segundo a mãe, ela ficou emocionada ao voltar ao cinema para assistir a um filme infantil. “Ela estava tão feliz por poder ser criança de novo”, compartilha.

Amanda também diz que a doença fortaleceu ainda mais o vínculo entre as duas irmãs. “Emma está percebendo que Lucy salvou a vida dela. As duas criaram um laço muito especial”, conta.

Hoje, Emma retorna ao hospital apenas para consultas e acompanhamento periódico. Para a família, cada nova etapa representa a oportunidade de retomar uma rotina que parecia impossível poucos meses atrás.