Idosos que cuidam de pet têm declínio cognitivo mais lento, diz estudo

Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos EUA, descobriram que o tempo ao lado de um pet influencia na proteção da capacidade cognitiva

atualizado 03/03/2022 15:52

Animal de estimação: Idosa com animal cachorroGetty Images

Um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, mostra que os benefícios de ter um animal de estimação vão além da redução do estresse e da diminuição da pressão arterial. A relação homem-animal tem também um papel importante para a proteção da capacidade cognitiva de idosos.

Os cientistas analisaram dados de 1.369 pessoas com idade média de 65 anos registrados no Health and Retirement Study, uma pesquisa longitudinal norte-americana. Os participantes apresentavam habilidades cognitivas normais no início da pesquisa. Ao todo, 53% declararam ter animais de estimação, sendo que 32% eram donos de pets por cinco anos ou mais.

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Com a ajuda de testes cognitivos – exercícios de memória com palavras, de subtração e contagem numérica – os cientistas estipularam uma pontuação para cada participante, variando de zero a 27. O resultado foi usado para fazer uma associação entre a função cognitiva e o tempo que os participantes cuidavam de seus animais de estimação.

Ao longo de seis anos, observou-se que a pontuação da função cognitiva dos idosos com animais de estimação diminui em um ritmo mais lento em comparação aos que não possuíam pets. Os que cuidavam de animais há mais tempo foram os mais beneficiados, com uma pontuação até 1,2 maior do que os demais.

“Um animal de companhia pode aumentar a atividade física, o que pode beneficiar a saúde cognitiva. Dito isso, mais pesquisas são necessárias para confirmar nossos resultados e identificar os mecanismos subjacentes a essa associação”, disse a autora do estudo, Tiffany Braley, pesquisadora do Centro Médico da Universidade de Michigan, no documento da pesquisa.

Os dados do estudo ainda precisam ser revisados por pares para a publicação em uma revista científica. Eles serão apresentados em abril na reunião anual da Academia Americana de Neurologia.

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