Cientistas encontram hormônio que pode ajudar a controlar a obesidade

Estudo mostra que FGF21 atua no cérebro, aumenta o gasto de energia e reduz o peso em camundongos sem cortar o apetite

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Jose Luis Pelaez Inc/ Getty Images
Pessoa com obesidade com as mãos na pele - Metrópoles - pele
1 de 1 Pessoa com obesidade com as mãos na pele - Metrópoles - pele - Foto: Jose Luis Pelaez Inc/ Getty Images

A obesidade é um dos principais desafios de saúde pública no mundo — a doença é considerada uma epidemia global pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Um estudo recente identificou um hormônio natural que pode abrir caminho para novos tratamentos ao atuar diretamente no cérebro e estimular a queima de energia.

A pesquisa, conduzida por cientistas da University of Oklahoma, nos Estados Unidos, e publicada na revista Cell Reports, mostrou que o hormônio FGF21 reduziu a obesidade em camundongos mesmo sem diminuir a ingestão de alimentos — mas o uso ainda não está disponível para humanos e requer mais estudos clínicos.

A descoberta surpreendeu os cientistas, que esperavam encontrar atuação do hormônio no hipotálamo, área tradicionalmente associada ao controle do peso. “Ficamos surpresos ao identificar que o alvo é o tronco cerebral”, afirmou o pesquisador Matthew Potthoff, autor do estudo.

O que é o FGF21 e por que ele chama atenção?

Produzido principalmente pelo fígado, o FGF21 tem papel importante na regulação do metabolismo e vem sendo alvo de pesquisas por seu potencial no tratamento da obesidade.

“Esse hormônio participa da regulação do metabolismo e, no estudo, conseguiu reduzir a obesidade em camundongos ao aumentar o gasto energético, ou seja, fazendo o corpo queimar mais energia, e não simplesmente por cortar a fome. Isso mostra uma via diferente da dos remédios mais conhecidos hoje para perda de peso”, explica a médica Jamilly Drago, da clínica Metasense.

O estudo identificou que o FGF21 atua no tronco cerebral, especialmente em regiões como o núcleo do trato solitário e a área postrema, que se comunicam com o núcleo parabranquial, formando um circuito responsável pelos efeitos metabólicos.

Esse mecanismo ajuda a explicar por que o hormônio atua de forma diferente dos medicamentos atuais: em vez de reduzir o apetite, ele aumenta o gasto energético do organismo.

Apesar dos resultados promissores, ainda é cedo para afirmar que o hormônio pode reverter a obesidade em humanos. O efeito foi observado apenas em camundongos, e são necessários estudos clínicos para avaliar eficácia e segurança em pessoas.

Já é possível usar esse hormônio como tratamento?

Por enquanto, não. A pesquisa segue em fase experimental e o uso clínico ainda não está disponível. Existem estudos com versões sintéticas do FGF21 em desenvolvimento, principalmente para doenças metabólicas, mas sem aplicação direta na prática médica até o momento.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?