Homem morre após infecção por ameba comedora de cérebro em lago

Morador do Missouri, nos Estados Unidos, foi infectado pela Naegleria fowleri, organismo raro e quase sempre fatal

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Foto colorida de homem com cabeça enfaixada - Metrópoles.
1 de 1 Foto colorida de homem com cabeça enfaixada - Metrópoles. - Foto: sasacvetkovic33 / Getty Images

Um morador do Missouri, nos Estados Unidos, morreu após contrair uma rara infecção cerebral causada pela Naegleria fowleri, conhecida como “ameba comedora de cérebro”. O caso foi confirmado pelo Departamento de Saúde e Serviços para Idosos do estado, em comunicado oficial divulgado em 13 de agosto.

A vítima, cujo nome não foi divulgado, praticava esqui aquático no Lago de Ozarks — um destino de passeios de barco, natação e outras atividades. O paciente apresentou sintomas uma semana depois que visitou o local e ficou internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

Segundo a revista People, ele faleceu depois do diagnóstico e a infecção pela Naegleria fowleri foi confirmada por um teste de laboratório.

O que é a ameba comedora de cérebro?

A ameba Naegleria fowleri é um protozoário que vive em lagos, rios e lagoas de água doce aquecida. De acordo com artigo publicado na National Library of Medicine, a infecção ocorre quando a água contaminada entra pelo nariz e sobe até o cérebro, destruindo o tecido cerebral.

O quadro é chamado meningoencefalite amebiana primária (MAP). A condição não é contagiosa e não pode ser transmitida pela ingestão de água.

Ameba Naegleria fowleri. ilustração computacional - Metrópoles.
A Naegleria fowleri é uma ameba que pode ser encontrada na água, sendo a única espécie de Naegleria que infecta seres humanos

 


Sintomas e prevenção

  • Primeiros sintomas: dor de cabeça intensa, febre, náusea e vômito.
  • Progressão: confusão mental, rigidez de nuca, convulsões e coma.
  • Infecção: ocorre quando a ameba entra pelo nariz e migra até o cérebro.
  • Letalidade: a taxa de mortalidade ultrapassa 97%, mesmo com tratamento.
  • Prevenção: evitar mergulhar ou nadar em águas doces quentes, especialmente durante o verão, e usar tampões nasais em atividades de risco.

Entre 1962 e 2024, os Estados Unidos registraram 167 casos de MAP, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Apesar de não ser comum, especialistas reforçam a importância de cuidados preventivos, já que a doença avança de forma agressiva e quase não deixa margem para tratamento.

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