Gordura no fígado: saiba o que comer para ajudar a reverter o quadro

Mudanças simples na alimentação podem reduzir o acúmulo de gordura no fígado e melhorar a função hepática

atualizado

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Ilustração 3D do conceito de anatomia do fígado, órgão do sistema digestivo humano. Metrópoles
1 de 1 Ilustração 3D do conceito de anatomia do fígado, órgão do sistema digestivo humano. Metrópoles - Foto: Magicmine/Getty Images

O fígado é um dos órgãos mais importantes do corpo humano. Ele atua na digestão das gorduras, na absorção de nutrientes e na eliminação de substâncias tóxicas. Quando sobrecarregado por maus hábitos alimentares, pode perder parte dessa capacidade e desenvolver um acúmulo de gordura conhecido como esteatose hepática.

A condição é silenciosa, mas reversível. O excesso de gordura nas células hepáticas costuma estar ligado à má alimentação, sedentarismo, consumo de álcool e ganho de peso. Se não for tratada, pode evoluir para inflamações, cirrose e até câncer.


O que é gordura no fígado?

  • Popularmente chamada de gordura no fígado, a esteatose hepática acontece quando as células do órgão acumulam gordura em excesso.
  • Nos estágios iniciais, a condição costuma ser silenciosa e não apresenta sintomas evidentes.
  • À medida que progride, porém, podem surgir dores abdominais na parte superior direita do abdômen, cansaço, fraqueza, perda de apetite, aumento do fígado, inchaço na barriga, dor de cabeça frequente e dificuldade para perder peso.
  • As principais causas estão relacionadas à obesidade, ao diabetes, ao colesterol alto e ao consumo excessivo de álcool.
  • A doença é mais comum em mulheres sedentárias, já que o hormônio estrogênio favorece o acúmulo de gordura no fígado. Ainda assim, pessoas magras, que não bebem, e até crianças também podem desenvolver a condição.

Fígado responde bem a mudanças na alimentação

De acordo com o nutricionista Guilherme Lopes, que atende em Brasília, o fígado tem alta capacidade de regeneração e responde bem a mudanças na rotina alimentar.

“É essencial priorizar alimentos ricos em antioxidantes, colina, ácido alfa-lipóico e enxofre. Além de ajudar a reduzir o estresse oxidativo nas células hepáticas, esses nutrientes auxiliam na metabolização de gorduras, prevenindo o acúmulo de lipídios no fígado. Eles também favorecem a desintoxicação e protegem o órgão”, explica.

Entre os principais alimentos indicados estão as frutas cítricas, como laranja, limão e acerola; vegetais verde-escuros, como espinafre, couve e brócolis; além de ovos, peixes, cebola e alho.

Vegetais com ação protetora para o fígado

A médica gastro-hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Santa Lúcia e do Sírio-Libanês, reforça que o equilíbrio alimentar é determinante para manter o fígado saudável.

“Uma alimentação rica em verduras, legumes, proteínas magras, grãos integrais e fontes de gorduras boas favorece a saúde em geral e o bom funcionamento do fígado”, afirma.

A nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, acrescenta que o consumo regular de determinados vegetais exerce um papel essencial na melhora da função hepática.

“Ricos em vitaminas, antioxidantes e compostos bioativos, esses alimentos auxiliam na redução do acúmulo de gordura nas células do fígado, na melhora da sensibilidade à insulina e na diminuição de processos inflamatórios”, explica.
Foto colorida de jato de água jogado em brócolis - Metrópoles
O brócolis favorece a saúde cardiovascular

Ela cita o brócolis como exemplo de vegetal com ação protetora para o fígado. Fonte de sulforafano, composto com potente ação antioxidante e desintoxicante, o alimento estimula as enzimas hepáticas responsáveis por eliminar toxinas e gorduras acumuladas. “Também contém fibras que auxiliam no controle glicêmico e reduzem a absorção de gorduras”, comenta Taynara.

Outro alimento aliado é a couve, rica em clorofila e nas vitaminas C e K. “A couve favorece a limpeza do fígado e o combate ao estresse oxidativo. Os compostos sulfurados presentes no vegetal colaboram para o processo de detoxificação hepática, ajudando o organismo a metabolizar melhor gorduras e substâncias nocivas”, destaca.

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