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Saúde

Gêmeas siamesas unidas pelo tórax anunciam gravidez. Entenda o caso

Irmãs americanas têm corações, pulmões e estômagos separados, mas compartilham alguns órgãos, inclusive o útero

31/12/2024 11:23, atualizado 31/12/2024 16:02
Reprodução/ Instagram
Fotografia mostra as gêmas siamesas Abby e Brittany Hensel, que são unidas pelo corpo, com o marido de uma delas - Metrópoles

As professoras americanas Abby e Brittany Hensel, 34, famosas após estrelar um reality show, publicaram um vídeo misterioso no Tik Tok onde sugerem estar grávidas. As duas são gêmeas siamesas e têm cabeças, estômagos, espinhas, pulmões e corações separados, mas compartilham o restante dos órgãos.

Apesar de uma não sentir o lado oposto ao da sua cabeça e controlar apenas metade do corpo, o conjunto funciona como se fosse coordenado por uma só pessoa. Porém, elas podem escrever separadamente, por exemplo.

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Em 2021, Abby se casou com Josh Bowling. Caso realmente estejam grávidas, as duas serão as primeiras gêmeas dicéfalas ainda unidas na literatura médica a gestar. O problema não é fisiológico: no passado, era raro que pessoas nascidas unidas sobrevivessem tantos anos com saúde, por isso há poucos registros históricos. Como as duas dividem o mesmo sistema reprodutor, a gestação aconteceria normalmente.

Em entrevistas concedidas na adolescência, Abby e Brittany já tinham manifestado o desejo de ter filhos. “Seremos ótimas mães”, afirmou Brittany.

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Foto colorida de gêmeas siamesas - Metrópoles
Abby e Brittany Hensel têm 34 anos

Gêmeos siameses

O quadro acontece quando o processo de separação do óvulo fertilizado em dois embriões (como acontece normalmente em casos de gêmeos) é parado antes da hora. Assim, os fetos se desenvolvem com algumas partes unidas — o tipo mais comum de gêmeos siameses é o que une ambos pelo tórax ou abdômen.

A situação acontece uma vez a cada 200 mil nascidos vivos, mas somente 1% sobrevivem ao primeiro ano de vida.

Nem todos os gêmeos podem ser separados em cirurgia — tudo depende de quais órgãos são compartilhados. Estima-se que 75% das vezes, pelo menos uma das pessoas sobrevive ao procedimento.

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