Fiocruz: volta às aulas expõe 9,3 milhões de grupos de risco da Covid-19
Levantamento levou em consideração idosos e adultos com comorbidades que dividem a casa com crianças e adolescentes

Um levantamento do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fiocruz (Icict/Fiocruz) apontou que a volta às aulas poderá afetar cerca de 9,3 milhões de pessoas vulneráveis à infecção do novo coronavírus. A flexibilização deve expor idosos e pessoas com comorbidades que dividem a casa com estudantes de 3 a 17 anos.
Aproximadamente 5,4 milhões de brasileiros acima de 60 anos vivem com pelo menos menos uma criança ou adolescente em idade escolar. Outros 3,9 milhões de adultos, com 18 a 59 anos, na mesma situação, têm diabetes, doenças do coração ou pulmonares, consideradas comorbidades que podem agravar a manifestação da Covid-19.

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Ver todasO retorno desses estudantes às salas de aula, mesmo que de forma gradativa, aumenta as chances de transmissão do novo coronavírus, uma vez que eles sairão do isolamento e terão contato com outras pessoas nas escolas e no transporte público, por exemplo.
Os pesquisadores preveem que a volta às aulas pode representar uma demanda de 900 mil pessoas por vagas em unidades de terapia intensiva (UTIs), caso 10% dessa população seja contaminada e precise de cuidados intensivos. “Além disso, se aplicarmos a letalidade brasileira nesse cenário, estaremos falando de algo como 35 mil novos óbitos, somente entre esses grupos de risco”, afirmou o epidemiologista Diego Xavier, um dos responsáveis pelo estudo, em entrevista ao jornal Estadão.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e CiênciaOs números foram projetados com base nas informações da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).





















