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Saúde

“Fé”, afirma mãe após filha superar parada cardíaca de 30 minutos

Parada cardíaca sofrida por criança de seis anos ocorreu em decorrência de sequelas da covid-19. Menina também teve edemas pulmonares

11/04/2026 18:56, atualizado 12/04/2026 12:20
Arquivo Pessoal
Imagem colorida mostra criança em hospital - Metrópoles

Em decorrência de sequelas da covid-19, a pequena Valentina Gomes Nogueira da Silva, atualmente com 6 anos, teve um quadro de falência renal severa. Cinco anos depois, a menina sofreu uma parada cardiorrespiratória de 30 minutos, além de edemas pulmonares graves. Apesar da gravidade, ela sobreviveu.

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Como consequência das várias condições sofridas, a menina enfrenta limitações físicas e não consegue realizar atividades comuns para crianças, como brincar. O cenário só mudou após os médicos readequarem as rotinas de diálise de Valentina, quando ela voltou a ter uma qualidade de vida maior.

“É uma história de dor, mas principalmente de superação e fé”, afirma a mãe da criança, Renata Kelly.

Sequelas da covid e parada cardíaca: a história de Valentina

Após contrair covid-19 em 2020, a criança sofreu com um choque séptico, a forma mais grave de sepse, decorrente da doença infecciosa respiratória. Como consequência do quadro, Valentina teve falência renal severa. 

A condição grave nos rins levou a menina a ser internada por várias vezes em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Em outubro de 2025, quando estava no Hospital Infantil Darcy Vargas, gerido pelo Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, a criança sofreu uma parada cardiorrespiratória de 30 minutos, edemas pulmonares graves e foi intubada. 

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Com a saúde debilitada, Valentina sofria com picos de pressão de difícil controle devido a função renal prejudicada. A capacidade dos rins de regular os níveis de sangue e sódio no corpo era menor. Vômitos, inchaço, limitação física e fadiga intensa também eram sintomas frequentes.

Ao analisar o caso, a equipe do hospital revisou o protocolo de diálise da menina, pois percebeu a necessidade de intensificar a medida: ao invés de realizar hemodiálise três vezes por semana, a periodicidade passou para cinco sessões semanais. 

“A paciente apresentava grave limitação física e com a adequação da diálise, apresentou uma melhora substancial da qualidade de vida. Ainda que houve a redução das crises de hipertensão que antes levavam a internações recorrentes e a recuperação motora diante da fadiga intensa”, aponta o nefrologista Saulo Couto, do Hospital Infantil Darcy Vargas. Atualmente, a criança está clinicamente estável. 

Os médicos continuam acompanhando o caso. Ao mesmo tempo, a menina está na fila para receber um novo rim saudável e aguarda ser chamada. “Hoje minha filha vive melhor graças a esse cuidado e ao atendimento que recebemos”, celebra Renata.