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Saúde

FDA autoriza Mounjaro para reduzir risco cardíaco em pessoas com diabetes

Agência dos EUA libera uso do remédio para prevenir infarto e AVC em pacientes com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular

31/08/2026 10:48
Matthew Horwood/Getty Images
Uma mulher segura uma caneta injetora Mounjaro. Metrópoles

A agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), autorizou o uso do Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida, para reduzir o risco de eventos cardiovasculares em adultos com diabetes tipo 2. A indicação vale para pacientes com maior risco de infarto, AVC e morte por causas cardíacas.

O remédio já era indicado para controle da glicose. Com a nova autorização, passa a ter também uso voltado à redução de complicações cardíacas, que estão entre as principais causas de morte em pessoas com diabetes.

A liberação se baseia em um estudo internacional que acompanhou mais de 13 mil pacientes ao longo de cerca de quatro anos e meio. A pesquisa comparou diretamente o Mounjaro com outro medicamento da mesma área, o Trulicity.

Os resultados mostraram redução de 8% na taxa de eventos cardiovasculares graves entre os pacientes que usaram a tirzepatida. A análise considerou casos de morte por causas cardíacas, infarto não fatal e AVC não fatal.

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Segundo a farmacêutica responsável, o estudo foi o primeiro desse tipo a comparar duas terapias da mesma classe sem o uso de placebo, o que permite uma avaliação direta entre os tratamentos.

Como o medicamento atua

A tirzepatida age sobre dois hormônios ligados ao controle da glicose e do apetite, o GIP e o GLP-1. Esse mecanismo ajuda a estimular a liberação de insulina quando o açúcar no sangue está alto.

O medicamento também retarda o esvaziamento do estômago e atua em áreas do cérebro relacionadas à saciedade. Esses efeitos contribuem tanto para o controle da glicemia quanto para a redução de peso.

De acordo com os dados apresentados, o perfil de segurança do medicamento se manteve semelhante ao já conhecido. Os efeitos adversos mais comuns foram gastrointestinais, em geral leves ou moderados e mais frequentes no início do tratamento.

Especialistas destacam que, além do controle da glicose, a redução do risco cardiovascular tem papel central no tratamento do diabetes tipo 2, já que as complicações cardíacas são frequentes nesses pacientes.

No Brasil, o Mounjaro é aprovado para tratar diabetes tipo 2 e para controle de peso, sempre associado a dieta e atividade física. O uso para reduzir risco de infarto e AVC ainda não faz parte da bula nacional.