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Saúde

Cientistas enganam células cancerígenas e criam remédio contra o câncer

Técnica transforma monóxido de carbono liberado por células cancerígenas em um composto tóxico para elas, sem atingir células saudáveis

04/11/2026 12:10, atualizado 04/11/2026 12:18
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Ilustração colorida de células cancerígenas - Metrópoles.

Pesquisadores japoneses desenvolveram uma técnica experimental que usa uma substância produzida por células cancerígenas para fabricar compostos capazes de destruí-las.

A estratégia aproveita o monóxido de carbono liberado pelos tumores para gerar uma substância tóxica diretamente dentro das células doentes, sem produzir o mesmo efeito nas células saudáveis testadas.

O estudo foi liderado por Katsunori Tanaka, do Instituto de Pesquisa Pioneira RIKEN, no Japão, e publicado em 17 de setembro na revista Nature Communications. Por enquanto, os experimentos foram realizados em células cultivadas em laboratório. A equipe pretende avaliar a técnica em animais antes de considerar possíveis aplicações em pacientes.

A proposta é enfrentar um dos desafios da quimioterapia, que é destruir células cancerígenas sem causar danos aos tecidos saudáveis. Em vez de administrar diretamente uma substância tóxica pelo organismo, os cientistas querem fazer com que o próprio tumor produza o composto que o ataca.

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Como o monóxido de carbono é usado

Embora seja conhecido como um gás tóxico, o monóxido de carbono também é produzido naturalmente pelas células. Alguns tipos de câncer liberam quantidades elevadas da substância, característica que os pesquisadores decidiram aproveitar.

Para isso, a equipe desenvolveu um sistema que utiliza um composto com paládio — um metal capaz de desencadear uma reação química na presença de monóxido de carbono. A reação produz uma molécula chamada fenantridinona, que pode ter ação tóxica contra células cancerígenas.

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Havia, no entanto, um obstáculo. Dentro das células, uma substância chamada glutationa poderia desativar o paládio antes que ele conseguisse realizar a reação. Para evitar isso, os pesquisadores protegeram o composto com albumina, uma proteína presente no sangue que funciona como transportadora.

Testes identificaram produção da substância em células cancerígenas

Nos experimentos, os cientistas testaram o sistema em células de câncer de fígado, colo do útero, mama e pulmão. Também fizeram testes com células não cancerígenas.

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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Após 48 horas, a fenantridinona foi detectada nas células tumorais, mas não nas saudáveis. Em uma etapa seguinte, os pesquisadores modificaram o sistema para produzir uma versão da molécula com maior toxicidade. Nos testes com células de câncer de fígado, o composto foi formado dentro delas e provocou danos.

A equipe também investigou se a reação poderia acontecer antes de o sistema chegar ao tumor. Os testes indicaram que o medicamento não causou nenhum dano à circulação sanguínea. Uma hipótese é que o monóxido de carbono presente na circulação esteja ligado à hemoglobina, proteína responsável pelo transporte de oxigênio, e não fique disponível para desencadear a reação.

“Moléculas naturalmente presentes ou geradas no organismo são utilizadas como matéria-prima química para sintetizar moléculas terapêuticas diretamente no local da doença”, explicou Tanaka.

Apesar dos resultados, a técnica ainda está em fase inicial. Os pesquisadores planejam testar o método em modelos animais para avaliar sua segurança e eficácia. Ainda não há evidências de que a estratégia funcione em seres humanos ou possa ser usada como tratamento contra o câncer.