Estudo americano confirma importância da 2ª dose em quem já teve Covid

Pesquisa da Northwestern University mostrou que, caso tomem duas doses da vacina, proteção pode chegar a 98% para os recuperados

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Igo Estrela/Metrópoles
Começa a vacinação contra a Covid-19 para adolescentes com 17 anos. ( UBS 1 do Núcleo Bandeirante )
1 de 1 Começa a vacinação contra a Covid-19 para adolescentes com 17 anos. ( UBS 1 do Núcleo Bandeirante ) - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

Um grupo de pesquisadores da Northwestern University, nos Estados Unidos, publicou, na segunda (30/8), na revista científica Scientific Reports, da Nature, uma pesquisa que reforça a importância da segunda dose da vacina contra a Covid-19 na luta contra as variantes do coronavírus.

Os pesquisadores analisaram amostras de sangue de pessoas que já tiveram Covid-19 para entender por quanto tempo os benefícios das vacinas da Pfizer e Moderna duram e sua eficácia frente às novas variantes.

Os cientistas testaram os anticorpos neutralizantes medindo a capacidade da amostra de inibir a relação entre a proteína spike do vírus e os receptores ACE2, usados pelo coronavírus para invadir as células.

Os resultados mostraram que os níveis de anticorpos neutralizantes aumentaram cinco vezes após a aplicação da segunda dose, quando comparados aos níveis presentes nos participantes que só tomaram uma dose. A média de inibição do vírus foi de 59% após a primeira dose e de 98% depois da segunda.

“Quando testamos amostras de pacientes coletadas três semanas depois da segunda dose da vacina, o nível médio de inibição era de 98%, indicando uma quantidade muito alta de anticorpos neutralizantes”, explicou Thomas McDade, um dos responsáveis pelo levantamento.

Quando o teste foi feito contra as variantes Alfa, Beta e Gamma, o nível de inibição caiu para entre 67% e 92%.

Dois meses após a segunda dose, os exames mostraram que a resposta dos anticorpos caiu 20%. Pessoas que tiveram Covid-19 e vários sintomas tiveram um maior nível de resposta do que os que só tiveram sinais leves da infecção ou foram assintomáticos.

“Muitas pessoas, inclusive muitos médicos, estão assumindo que a exposição ao Sars-CoV-2 vai conferir imunidade à reinfecção. Baseado nesta lógica, algumas pessoas acham que não precisam tomar a vacina. Ou se tomam, acham que só precisam de uma dose”, diz o pesquisador.

“Nosso estudo mostra que a exposição prévia não garante um nível alto de anticorpos e nem garante uma resposta robusta de anticorpos à primeira dose”, completa.

O levantamento foi feito antes de a variante Delta existir, mas os pesquisadores acreditam que todas as vacinas funcionam de forma semelhante para as variantes: a proteção não é tão boa, mas ainda funciona.

Saiba mais sobre as variantes do coronavírus:

Estudo americano confirma importância da 2ª dose em quem já teve Covid - destaque galeria
11 imagens
Surgiram inúmeras variantes do vírus, mas a OMS considera quatro como sendo de "preocupação"
Ainda não se sabe se as mutações tornam o vírus mais eficiente em fugir da proteção oferecida pelas vacinas
Ela é mais transmissível do que o vírus original, e foi responsável por uma alta nos casos em vários países
Cerca de 73% dos pacientes que tiveram Covid-19 apresentam sintomas nos meses seguintes à infecção, segundo a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos
A versão Beta não apresenta alta transmissibilidade, mas é a mais eficiente em driblar as defesas do corpo
Com o passar dos meses, o coronavírus sofreu mutações para continuar infectando as pessoas
1 de 11

Com o passar dos meses, o coronavírus sofreu mutações para continuar infectando as pessoas

GettyImages
Surgiram inúmeras variantes do vírus, mas a OMS considera quatro como sendo de "preocupação"
2 de 11

Surgiram inúmeras variantes do vírus, mas a OMS considera quatro como sendo de "preocupação"

Getty Images
Ainda não se sabe se as mutações tornam o vírus mais eficiente em fugir da proteção oferecida pelas vacinas
3 de 11

Ainda não se sabe se as mutações tornam o vírus mais eficiente em fugir da proteção oferecida pelas vacinas

Getty Images
Ela é mais transmissível do que o vírus original, e foi responsável por uma alta nos casos em vários países
4 de 11

Ela é mais transmissível do que o vírus original, e foi responsável por uma alta nos casos em vários países

Freepik/Reprodução
Cerca de 73% dos pacientes que tiveram Covid-19 apresentam sintomas nos meses seguintes à infecção, segundo a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos
5 de 11

Cerca de 73% dos pacientes que tiveram Covid-19 apresentam sintomas nos meses seguintes à infecção, segundo a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos

CDC/Unsplash
A versão Beta não apresenta alta transmissibilidade, mas é a mais eficiente em driblar as defesas do corpo
6 de 11

A versão Beta não apresenta alta transmissibilidade, mas é a mais eficiente em driblar as defesas do corpo

Callista Images/Getty Images
A variante Gama é a brasileira, conhecida anteriormente como P.1
7 de 11

A variante Gama é a brasileira, conhecida anteriormente como P.1

Andriy Onufriyenko/GettyImages
Ela também é mais transmissível, mas não é responsável por quadros mais graves da infecção
8 de 11

Ela também é mais transmissível, mas não é responsável por quadros mais graves da infecção

GettyImages
Países têm aumentado restrições para conter avanço da nova cepa
9 de 11

Países têm aumentado restrições para conter avanço da nova cepa

GettyImages
São pelo menos 50 mutações, entre as quais 32 ficam localizadas na proteína Spike, usada pelo coronavírus para invadir as células
10 de 11

São pelo menos 50 mutações, entre as quais 32 ficam localizadas na proteína Spike, usada pelo coronavírus para invadir as células

Getty Images
As vacinas disponíveis até o momento funcionam contra a maioria das variantes, ainda que não tenham 100% de eficácia contra elas
11 de 11

As vacinas disponíveis até o momento funcionam contra a maioria das variantes, ainda que não tenham 100% de eficácia contra elas

Getty Images

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?