Estados Unidos aprovam primeira camisinha indicada para sexo anal

Agência regulatória dos EUA autorizou a comercialização do One Male Condom, que foi criada para reduzir DSTs durante o sexo anal

atualizado 24/02/2022 16:33

Camisinhas sem látex Foto: HUIZENG HU/Getty Images

Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, autorizou a comercialização dos primeiros preservativos feitos especificamente para o sexo anal. O One Male Condom foi criado para reduzir a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) através do ânus.

Apesar desse preservativo estar indicado para as relações anais, a camisinha também pode ser usada durante o sexo vaginal e atuar como um método anticoncepcional contra a gravidez. A autorização de venda, divulgada na última quarta-feira (23/2), foi concedida à empresa Global Protection Corp.

“O risco de transmissão de DST durante a relação anal é significativamente maior do que durante a relação vaginal. A autorização da FDA de um preservativo especificamente indicado, avaliado e rotulado para sexo anal pode melhorar a probabilidade de uso de preservativo durante o sexo anal”, disse Courtney Lias, diretora da agência, em comunicado.

A especialista reforça que a autorização do preservativo promove a igualdade em saúde pois atende necessidades de diversas populações. Segundo o FDA, a relação anal desprotegida acarreta o maior risco de exposição sexual de transmissão do HIV.

Características

Como a maioria das camisinhas tradicionais, o One Male Condom é feito de látex de borracha natural e cobre inteiramente o pênis. A marca criou as versões padrão, fina e ajustada. Além disso, há 54 tamanhos diferentes disponíveis.

Os fabricantes consideram que, durante a relação anal, a camisinha deve ser usada com lubrificante compatível. Os estudos clínicos analisaram 252 homens em relações homossexuais e outros 252 homens que praticam sexo heterossexual. Todos os participantes tinham entre 18 e 54 anos.

A taxa total de falha do preservativo foi de 0,68% para relações anais e 1,89% para relações vaginais. Os principais problemas estavam relacionados a deslizamentos e rupturas da camisinha. Os eventos adversos relatados incluíram desconforto relacionado ao preservativo ou lubrificante (0,85%) e infecção do trato urinário do parceiro (0,21%).

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