“Espero ter sido agraciada”, diz voluntária da vacina contra Covid-19 no DF

A fisioterapeuta Magali Oliveira afirma se sentir honrada em contribuir com os testes: assim como os demais, ela pode receber placebo

atualizado 06/08/2020 15:00

Magali Oliveira, voluntária vacina Covid-19Jacqueline Lisboa/Especial Metrópoles

A fisioterapeuta Magali Oliveira, 40 anos, acordou cedo nesta quinta-feira (6/8) para participar do segundo dia de testes da vacina contra a Covid-19 no DF. Ela chegou ao ambulatório 2 do Hospital Universitário de Brasília (HUB), às 8h, e só foi liberada às 13h30, uma hora depois de receber a injeção com a dose desenvolvida pelo laboratório Sinovac Biotech.

“O prazer de estar aqui nessa contribuição é muito maior do que todo esse cansaço. Vale a pena e vai dar certo. Estou muito esperançosa”, torce a fisioterapeuta. Assim como os outros voluntários do dia anterior, ela não sabe de recebeu a injeção do imunizante ou o placebo.

Mesmo as longas horas de espera não espantaram o bom humor da pernambucana, que brincou ao dizer esperar ter recebido a dose da vacina. “Estando no grupo que usou a vacina ou não, eu estou aqui para contribuir. Caminharei com meus cuidados, mas espero ter sido agraciada com a vacina. Nós, os voluntários, estamos aqui para contribuir. Daqui a pouco a vacina vai vir e todos vão poder tomar e voltaremos um pouco à nossa normalidade”, afirma Magali.

A profissional do HUB e Hospital Regional de Taguatinga (HRT) está tranquila com relação aos possíveis efeitos colaterais do estudo. “Eu venho nessa linha de frente há algum tempo lidando realmente com contato com o vírus. Então a vacina está sendo a parte mais fácil. Eu estou esperançosa que vai dar tudo certo”, relatou.

Outros quatro voluntários participam do estudo nesta quinta-feira, completando o primeiro ciclo de testes no DF. Com o fim dessa fase, a UnB aguarda a avaliação do Instituto Butantan para ter acesso a plataforma virtual de cadastro dos próximos 840 candidatos do DF.

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