Gripe e outras infecções podem antecipar troca da escova de dentes
Especialistas explicam como evitar bactérias na escova dental e alertam quando é o melhor momento para fazer a troca

A escova de dentes começa a acumular bactérias já logo após o primeiro uso, embora isso nem sempre represente um risco imediato para pessoas saudáveis. O contato com saliva, restos de alimentos e microrganismos naturalmente presentes na boca faz com que as cerdas se tornem um ambiente propício para a permanência desses agentes, especialmente quando permanecem úmidas.
Com alguns cuidados simples, porém, é possível reduzir a contaminação e manter a higiene bucal mais segura. Para isso, especialistas explicam quais hábitos fazem diferença no dia a dia e por que a troca periódica da escova é indispensável.
A escova de dentes começa a acumular bactérias imediatamente
Muita gente acredita que a contaminação acontece apenas depois de semanas de uso, mas isso não é verdade. Segundo a dentista Carine Castro Valle, da Castro Valle Odontologia, em Brasília, a colonização de bactérias nas cerdas ocorre assim que a escova entra em contato com a boca.
“Se a escova permanecer úmida, os microrganismos podem se multiplicar rapidamente.”, explica.
Além da própria microbiota oral, fatores como umidade constante, armazenamento inadequado, contato entre escovas e proximidade com o vaso sanitário favorecem a sobrevivência e o acúmulo de bactérias, fungos e outros microrganismos.
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Ver todasArmazenamento influencia na contaminação
O local onde a escova de dentes fica guardada também faz diferença. Deixar as cerdas úmidas dentro de um protetor ou recipiente fechado cria um ambiente favorável para a permanência de germes.
De acordo com a dentista Geisa Cantelli, da Premura Clinic, o maior problema é a combinação entre umidade e ventilação insuficiente.
“O fator mais importante não é apenas a presença de microrganismos, mas a combinação entre contaminação ambiental e umidade persistente, que favorece o acúmulo progressivo de biofilme nas cerdas”, afirma.
As especialistas orientam enxaguar bem a escova após o uso, retirar o excesso de água e deixá-la secar na posição vertical, em um local limpo e ventilado. Também é recomendado fechar a tampa do vaso sanitário antes da descarga e evitar que as cerdas encostem em outras escovas.
Quando trocar a escova de dentes
Mesmo quando as cerdas parecem estar em boas condições, a recomendação é substituir a escova de dentes a cada três meses. Com o tempo, além do aumento da carga microbiana, as cerdas perdem eficiência para remover a placa bacteriana.
A troca deve ser antecipada em situações como gripe, resfriado, Covid-19, infecções na garganta, herpes labial ou candidíase oral, reduzindo o risco de contato com microrganismos que permaneceram na escova.
Seguir esses cuidados ajuda a preservar a eficiência da higiene bucal e diminui a possibilidade de contaminação durante a escovação, um hábito realizado diariamente por milhões de brasileiros.



