Cápsula para eutanásia pode começar a ser usada na Suíça neste ano

Cápsula é a primeira tecnologia pensada para facilitar o suicídio assitido e permitir uma eutanásia indolor. Seu uso, porém, levanta debates

atualizado

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Divulgação/The Last Resort
Foto mostra a cápsula roxa Sarco, desenvolvida para ajudar pessoas a passarem pelo suicídio assistido
1 de 1 Foto mostra a cápsula roxa Sarco, desenvolvida para ajudar pessoas a passarem pelo suicídio assistido - Foto: Divulgação/The Last Resort

Quando pensamos em dispositivos criados para matar pessoas, dificilmente viria à mente algo como a cápsula futurista e brilhante batizada de Sarco. Este, no entanto, é o primeiro equipamento criado no mundo para facilitar o acesso à eutanásia.

A pequena câmara de suicídio assistido foi criada por um resort na Suíça, onde a eutanásia é legalizada, para que as pessoas possam passar pelo processo de forma indolor e com certeza da eficácia sem precisar recorrer aos caros hospitais do país.

Os desenvolvedores do equipamento o apresentaram para a imprensa nesta quarta-feira (17/7). A cápsula possui um botão interno que permite a quem está dentro liberar uma quantidade fatal de nitrogênio no ar. Além disso, o Sarco é projetado para que o dióxido de carbono exalado pelo usuário volte à cabine, acelerando o processo de inconsciência.

O gás é liberado lentamente, o que faz a pessoa a cair no sono e morrer durante o descanso pela falta de oxigênio. O nitrogênio não tem cheiro e não é um gás letal, sendo não-venenoso. Entretanto, quando a redução do oxigênio ocorre, o corpo entra em um estado de inconsciência até a morte.

Para que o processo tenha início, o indivíduo precisa informar seu nome em uma gravação e confirmar que está consciente de estar participando de uma eutanásia. O processo inteiro é filmado. O dispositivo foi criado em 2011 pelo médico Philip Nitschke, mas até hoje não foi usado.

Foto mostra a cápsula roxa Sarco, desenvolvida para ajudar pessoas a passarem pelo suicídio assistido
Versão anterior do Sarco, apresentada em 2019

Legalidade do dispositivo levanta debate

O único custo para o usuário, alega o The Last Resort, seria o da cápsula de nitrogênio. Antes de passar por uma eutanásia, os pacientes devem fazer uma avaliação psiquiátrica que permita a conclusão da vida sem encargos administrativos ou judiciários.

As autoridades judiciais da Suíça, porém, questionam se o uso da tecnologia é legal, já que ela não usa um dos métodos autorizados pela legislação como veículo para o suicídio assistido.

Como os proprietários não sabem se haverá alguma responsabilização eventual do resort sobre as mortes que ocorram no local, a inauguração do dispositivo este ano segue sendo incerta, ainda que os donos do negócio tenham afirmado à imprensa local que pretendem começar a usá-lo ainda em 2024.

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