Dieta low carb auxilia no controle da diabetes tipo 2, mostra estudo
Estudo diz que pessoas com diabetes tipo 2 leve que seguem a “low carb” têm melhorias na função das células eficazes no controle da doença
atualizado
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Pessoas com diabetes tipo 2 que seguem a dieta low carb têm melhores resultados no controle da doença, segundo um estudo feito na Universidade do Alabama, nos Estados Unidos. A estratégia alimentar tem potencial para reduzir ou acabar com a necessidade de medicamentos, se for bem acompanhada.
Os autores da pesquisa descobriram que a restrição de carboidratos estimula a ação de células beta do pâncreas, que produzem e liberam insulina. As novas evidências foram publicadas em 24 de outubro no The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism.
Diabetes tipo 2
A diabetes tipo 2 é o tipo mais comum. É uma doença que se desenvolve ao longo do tempo e pode ser prevenida com hábitos de vida saudáveis, como alimentação balanceada e prática regular de exercícios físicos.
As células do corpo dos pacientes com diabetes tipo 2 não são tão sensíveis à insulina, o hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue. Desse modo, a condição pode causar danos nos vasos sanguíneos, doença renal e problemas na retina.
Os pesquisadores da Universidade do Alabama destacam que as pessoas com diabetes tipo 2 têm uma resposta comprometida das células beta ao açúcar no sangue, em parte, devido à ingestão de muitos carboidratos. A falha ou insuficiência das células beta, além da resistência à insulina, é responsável pelo desenvolvimento e progressão do diabetes tipo 2.
O novo estudo contou com a participação de 57 adultos diagnosticados com diabetes tipo 2 em estágio leve, que não usavam insulina. Eles foram separados em dois grupos e acompanhados por 12 semanas.
Nesse período, o primeiro grupo seguiu uma dieta low carb e rica em gorduras saudáveis. Os carboidratos representavam apenas 9% do total da alimentação diária deles. Para o segundo grupo, foi passada uma dieta com alto índice de carboidratos e e baixo de gordura — os carboidratos representavam 55% da alimentação.
Ao final dos três meses, as pessoas do grupo low carb tiveram um aumento de 22% da ação das células beta e melhora na secreção de insulina. Os pesquisadores destacam que um resultado expressivo como esse não é visto nem mesmo com o uso de medicamentos para diabetes.
“Pessoas com diabetes tipo 2 leve que reduzem sua ingestão de carboidratos podem ser capazes de interromper a medicação e desfrutar de refeições e lanches que são mais ricos em proteínas e atendem às suas necessidades energéticas”, afirma a principal autora do estudo, Barbara Gower, presidente do Departamento de Ciências Nutricionais da UAB, em comunicado à imprensa.
Segundo Gower, mais pesquisas são necessárias para determinar se uma dieta com baixo teor de carboidratos pode restaurar a função das células beta e levar à remissão em pessoas com diabetes tipo 2.
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