“Desafio da rasteira” causa lesões irreversíveis, alertam médicos

Disseminação de vídeos incentivando a prática levou a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia a emitir comunicado de utilidade pública

YANKAROMÃO/METRÓPOLESYANKAROMÃO/METRÓPOLES

atualizado 13/02/2020 13:32

A disseminação de vídeos promovendo uma “brincadeira” conhecida como “desafio da rasteira”, “quebra-coquinho”, “roleta-russa humana” ou “quebra-crânio” levou a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) a emitir um comunicado de utilidade pública.

A entidade médica avisa que a brincadeira pode provocar “lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo, além de danos à coluna vertebral”. Os profissionais da área reforçam que os tombos do “desafio” podem causar problemas para o desempenho cognitivo, fraturas nas vértebras, prejuízos para os movimentos do corpo e, em casos mais graves, até óbitos.

A SBN recomenda que pais e educadores reforcem a atenção com crianças e adolescentes para evitar que eles pratiquem o “desafio”. No DF, algumas escolas estão discutindo o assunto com os alunos para alertá-los sobre os riscos.

Em novembro do ano passado, uma adolescente de 16 anos, de Mossoró, no Rio Grande do Norte, morreu em uma brincadeira semelhante. A menina, de acordo com o relato de uma prima à época, estaria brincando com outras duas pessoas, que a seguraram e tentaram girá-la, em uma espécie de cambalhota. Durante a manobra, a estudante caiu, bateu a cabeça e teve traumatismo craniano grave.

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