Criança de 2 anos morre de overdose por erro em receita médica

Médico teria esquecido de colocar uma vírgula em receita, prescrevendo 15 mmol de potássio quando a criança deveria receber apenas 1,5 mmol

atualizado

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Médica com receita na mão - Metrópoles
1 de 1 Médica com receita na mão - Metrópoles - Foto: Natalia Gdovskaia/ Getty Images

Um menino de 2 anos morreu de overdose em um hospital da Flórida, nos Estados Unidos, após receber uma dose de potássio 10 vezes maior do que o indicado para seu quadro.

A morte de De’Markus Page teria ocorrido por negligência, após um erro de digitação na receita do medicamento. O médico não teria prestado atenção na ausência de uma vírgula e prescreveu 15 mmol de potássio duas vezes ao dia, enquanto o menino deveria ser medicado com apenas 1,5 mmol.

O caso ocorreu em 3 de março de 2024, mas só se tornou público agora, com a apresentação da ação judicial movida pelos pais da criança na semana passada.

De’Markus deu entrada no Hospital AdventHealth Ocala em 1º de março de 2024, com uma infecção viral e níveis perigosamente baixos de potássio (hipocalemia).

Depois de ser medicado para controlar os baixos níveis de eletrólitos, ele foi transferido para o Shands Teaching Hospital and Clinics em Gainesville, na Flórida, “a fim de receber o nível mais elevado de cuidados de que necessitava”, segundo consta no processo.

O médico que acompanhava o menino teria prescrito uma dose extremamente alta de potássio, “eliminando uma vírgula decimal crucial na dosagem do dia anterior, de 1,5 mmol – ordenando agora que o suplemento líquido fosse administrado a 15 mmol duas vezes ao dia”, alega o processo. Nesse momento, De’Markus também recebia outras duas formas de potássio por via intravenosa.

Segundo a mãe, nem a equipe médica nem os farmacêuticos do hospital notaram a dosagem extremamente alta para o peso e a idade do menino, apesar de um alerta no sistema de farmácia do hospital que avisava sobre a dosagem excessiva.

A superdosagem de potássio resultou em uma parada cardíaca e uma grave lesão cerebral. O menino passou as duas semanas seguintes intubado em um “tratamento hospitalar horrível e prolongado”, segundo contou a mãe Dominique Page. Sem responder ao tratamento, ele teve os aparelhos de suporte à vida desligados em 18 de março de 2024.

Exames de sangue constataram níveis elevados de potássio e fosfato.

Dominique processa a University of Florida Health, o Shands Teaching Hospital and Clinics e a equipe médica que, segundo ela, “atrapalhou” o tratamento de seu filho com atrasos no atendimento de emergência – incluindo a demora de 20 minutos para intubá-lo após uma parada cardíaca.

O hospital não se pronunciou publicamente sobre o caso. “A UF Health está comprometida em proteger a privacidade de todos os pacientes e suas famílias e segue todas as regulamentações estaduais e federais da HIPAA. Não podemos divulgar informações sobre pacientes ou possíveis pacientes e seus tratamentos sem consentimento”, informou em comunicado.

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