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Saúde

Covid-19: novo estudo aponta ineficácia de tratamento com hidroxicloroquina

Trabalhado publicado no New England Journal of Medicine revelou que uso do medicamento não fez diferença em tratamento de pacientes graves

08/05/2020 11:45, atualizado 08/05/2020 11:57
Hal Gatewood/Unsplash
remédios

Um estudo realizado com pacientes internados no Hospital Presbiteriano de Nova York e no Irving Medical Center, da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, não encontrou evidências da eficácia hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19.

Publicado no New England Journal of Medicine, a pesquisa mostrou que a medicação não foi capaz de fazer diferença no quadro de pacientes que receberam o tratamento quando comparado aos que não fizeram uso. O prescrição do remédio não diminuiu o número de pessoas que precisaram de assistência respiratória ou morreram. “Na análise principal, não houve associação significativa entre uso de hidroxicloroquina e intubação ou morte”, afirma a conclusão da esquipe comandada pelo médico Neil Schluger.

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O estudo comparou o quadro clínico de dois grupos de pacientes: os integrantes do primeiro grupo receberam a hidroxicloroquina e o do segundo, não. Os pesquisadores ressalvam, no entanto, que o medicamento era normalmente administrado a pacientes mais graves; o que é uma limitação aos resultados encontrados.

Dos 1.376 pacientes analisados durante o acompanhamento médio de 22,5 dias, 811 (58,9%) receberam a hidroxicloroquina. Entre eles, 346 pacientes (25,1%) desenvolveram quadros de insuficiência respiratória grave: sendo que 180 foram intubados – dos quais 66 morreram posteriormente – e 166 morreram ainda sem intubação.

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Entre os que foram medicados, 32,3% acabaram precisando do auxílio de um ventilador para respirar ou morreram, contra 14,9% dos pacientes que não receberam o remédio. A pesquisa afirma que o medicamento pode não ter prejudicado os pacientes, mas claramente não ajudou.