Covid-19: Índia envia 1 milhão de doses da vacina de presente para o Nepal
Doação seria uma tentativa de amenizar a relação entre os dois países. Brasil ainda tenta importar 2 milhões de doses do imunizante
atualizado
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Nesta quinta-feira (21/1), o governo indiano anunciou a doação de 1 milhão de doses da vacina contra o coronavírus produzida no país para o Nepal. Pradeep Gyawali, ministro das Relações Exteriores do Nepal, esteve na Índia na semana passada para solicitar o envio do imunizante. A entrega seria uma tentativa de restaurar as relações entre as nações, que enfrentam disputas territoriais.
O governo nepalês pretende adquirir outras 4 milhões de doses da vacina fabricada na Índia. O plano é vacinar em até 10 dias profissionais de saúde e da linha de frente no combate à Covid-19.
Além do Nepal, Butão e Maldivas também receberam doses da vacina indiana na quarta-feira (20/1). O Butão recebeu 150 mil doses e outras 100 mil foram enviadas às Maldivas.
O Brasil tenta adquirir as 2 milhões de doses produzidas na Índia e compradas pelo governo federal desde o dia 14 de janeiro. Um avião fretado pelo Ministério da Saúde chegou a viajar de Viracopos, em Campinas (SP), para o Recife, de onde partiria para a Índia. O voo para a cidade indiana de Mumbai foi adiado para o dia seguinte (15/1), mas acabou cancelado e segue sem previsão de partida.
O imunizante indiano é produzido pelo Instituto Serum, da Índia, que foi atingido por um incêndio nesta quinta-feira (21/1). Apesar de o acidente ter deixado cinco mortos, a produção das vacinas não foi prejudicada, de acordo com jornais indianos.
Bangladesh, Mianmar e Ilhas Seychelles também estão na lista de países que receberão a vacina Covishield, produzida com a tecnologia da AstraZeneca e da Universidade de Oxford. Sri Lanka, Afeganistão e Ilhas Maurício ainda aguardam liberações regulatórias.
A produção atual do Instituto Serum é de cerca de 50 milhões de doses por mês. A Índia enfrenta um dilema ao tentar equalizar a vacinação do povo indiano e a distribuição de vacinas para países que ainda não são capazes de produzir seus próprios imunizantes.












