Corrida como forma de escape pode levar a vício, sugere estudo

Cientistas noruegueses relacionaram a motivação dos corredores com sua propensão a se viciarem no esporte

atualizado 25/01/2023 14:33

Mulher correndo ao ar livre Getty Images

Um novo estudo, publicado na revista Frontiers in Psychology, mostrou que praticar corrida como forma de escape pode gerar dependência.

A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, envolveu 227 corredores, que praticavam a atividade entre duas a 15 horas por semana.

Eles responderam um questionário a respeito do próprio bem-estar, sintomas relacionados ao vício em exercícios e atitudes pessoais em relação às corridas. De acordo com os pesquisadores, um em cada quatro corredores demonstrou sinais de dependência em relação à atividade.

Os resultados foram analisados com base no quanto os participantes concordavam com afirmações apresentadas nos questionários. No entendimento dos cientistas, aqueles que concordaram com afirmações do tipo “evito pensar em coisas difíceis” ou “quero fugir de mim mesmo” usam a corrida como forma de escape.

Esses voluntários também afirmaram não conseguir reduzir o tempo dedicado a exercícios dentro da rotina e a preferência por correr em relação a investir mais tempo ao convívio com os amigos ou familiares.

Já os participantes que concordaram com afirmações do tipo “estou cheio de energia e quero transferi-la para outras partes da minha vida”, encaram a relação com a corrida de uma maneira mais positiva.

Apesar de ambas as atitudes terem sido associadas ao vício em exercícios físicos, o grupo que corria como forma de escape mostrou sinais mais fortes de obsessão.

A Organização Mundial da Saúde, em outras ocasiões, já recomendou que a prática de atividade física por semana deve variar de 150 a 300 minutos para manter a saúde.

Os cientistas notaram que os corredores motivados pela necessidade de escape têm menos controle sobre suas atividade, podendo se tornar viciados e, até mesmo, sentir vergonha pela adesão excessiva ao esporte.

O trabalho, que  é observacional, não explica por que isso acontece, mas sugere uma relação entre o perfil do corredor e a intensidade da prática.

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