Coronavírus: rodo usa luz para descontaminar chão de hospital

O aparelho, inventado pelo Instituto de Física de São Carlos, da USP, emite radiação ultravioleta para acabar com micro-organismos

DIVULGAÇÃO/JORNAL DA USP

atualizado 31/03/2020 18:59

O Instituto de Física de São Carlos, da Universidade de São Paulo, cedeu à Santa Casa da Misericórdia de São Carlos dois rodos especiais para desinfectar os pisos do hospital. O equipamento foi desenvolvido no próprio instituto e tem a particularidade de descontaminar grandes superfícies.

O aparelho criado pelo grupo de óptica do IFSC emite radiação ultravioleta (UV) para a descontaminação dos pisos, evitando a propagação do vírus pelos sapatos. Vírus podem persistir durante muitas horas em diversas superfícies, como metais, vidros, plásticos, porcelanas, e madeiras.

A radiação ultravioleta é a fração do espectro eletromagnético que abrange os comprimentos de onda abaixo da luz visível. Essa fração é subdividida em três tipos: UV-A com comprimentos de onda variando de 320 a 400 nm; UV-B com comprimentos de onda variando de 280 a 320 nm; e UV-C com comprimentos de onda variando de 200 a 280 nm.

Cada tipo de radiação UV é responsável por causar algum dano biológico. A radiação UV-A provoca alterações na pele, causando o envelhecimento; a radiação UV-B, além de atuar no envelhecimento da pele, é a principal responsável por causar mutações genéticas que levam ao desenvolvimento de câncer de pele. A radiação UV-C é considerada a menos danosa, mas tem poder germicida.

Os rodos devem ser utilizados durante um minuto em cada metro quadrado da superfície a ser descontaminada. A luz UV-C destrói qualquer vírus, aniquilando-o. (Com informações do Jornal da USP)

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