Coronavírus: aviões partem hoje para buscar brasileiros na China

A frota presidencial deve buscar ao menos 29 pessoas, que serão repatriadas. Quarentena na Base Aérea de Anápolis vai durar cerca de 18 dias

Enilton Kirchhof/Agência Força Aérea

atualizado 05/02/2020 8:01

Dois aviões reservas da frota presidencial partem na tarde desta quarta-feira (05/02/2020) para buscar o grupo de brasileiros que está na região de Wuhan, na China, cidade epicentro da epidemia do novo coronavírus.

Segundo o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, a previsão é que as aeronaves decolem ao meio-dia de hoje e cheguem à China na madrugada de sexta-feira (06/02/2020).

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Ainda não está definido o tempo necessário para inspeção e embarque dos passageiros. O desembarque em solo brasileiro deve ocorrer na manhã de sábado (08/02/2020).

Os aviões fazem escalas em Fortaleza (CE), Las Palmas (Ilhas Canárias, Espanha), Varsóvia (Polônia) e Ürumqi (China), antes de pousar em Wuhan. No retorno, elas farão o mesmo trajeto em sentido contrário, com desembarque direto em Anápolis.

A tripulação de voo será acompanhada por equipes médicas do Ministério da Saúde e do Instituto de Medicina Especializada da Força Aérea Brasileira.

Quarentena de 18 dias

Todos os repatriados ficarão na Base Aérea de Anápolis (GO), localizada a 55 km de Goiânia, que será o local da quarentena. O isolamento deve durar, no mínimo, 18 dias.

Ainda de acordo com o ministro, quem apresentar qualquer sintoma de infecção passará por avaliação médica no Hospital das Forças Armadas, em Brasília.

As duas aeronaves reservas utilizadas para a repatriação de brasileiros fazem parte da frota presidencial, nos quais o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não costuma viajar. Cada uma tem capacidade para 30 passageiros.

Cada um dos brasileiros teve que preencher um formulário com as informações sobre as medidas de segurança para quarentena. Entre elas, constam isolamento em quartos individuais, necessidade de aferição dos dados vitais 3 vezes ao dia, além de coleta de amostras respiratórias.

Os repatriados não terão direito a visitas durante a quarentena.

 

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