O que é mpox? Infectologista explica como reconhecer os sintomas

A mpox é uma doença viral que exige atenção para ser reconhecida logo aos primeiros sinais. Cuidados simples ajudam a evitar o contágio

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Foto de braços de homens com feridas de mpox - Metrópoles
1 de 1 Foto de braços de homens com feridas de mpox - Metrópoles - Foto: Marina Demidiuk/ Getty Images

A mpox é uma doença viral que voltou a chamar atenção das autoridades de saúde em 2026. Embora a maioria dos casos registados este ano evolua de forma leve, reconhecer os sintomas e entender como ocorre a transmissão é fundamental para evitar a disseminação do vírus.

Causada pelo vírus MPXV, da família dos Orthopoxvirus, a mpox pode afetar pessoas de qualquer idade. A infecção costuma começar com sintomas semelhantes aos de outras infecções virais (como febre, dor de cabeça e muscular). Depois, surgem as lesões cutâneas, com as feridas características na pele.


Sintomas da mpox

  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores musculares;
  • Cansaço ou fraqueza;
  • Ínguas (gânglios inchados, especialmente no pescoço, axilas ou virilha);
  • Erupções ou lesões na pele (bolhas, feridas ou crostas).

As lesões podem surgir no rosto, nas mãos, nos pés, na região genital ou em outras partes do corpo. Elas evoluem ao longo de dias, formando crostas antes da cicatrização. Os sintomas costumam durar entre duas e quatro semanas. 

Transmissão e prevenção

A transmissão pode ocorrer por meio do contato prolongado com as lesões ocasionadas pela varíola. “Nas relações sexuais, a gente entende que esse contato pele com pele é maior, por conta da fricção. A transmissão também depende do comportamento sexual da pessoa, quantidade de parceiros e uso de preservativo ou não”, explica a infectologista Ana Helena Germoglio.

A transmissão também pode ocorrer por compartilhamento de objetos contaminados, como roupas, toalhas ou roupas de cama e por contato próximo e contínuo, especialmente em ambientes fechados.

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Concebida para agir contra a varíola humana, erradicada na década de 1980, a vacina contra a condição também serve para evitar a contaminação pela varíola dos macacos, por serem doenças muito parecidas
Tanto o vírus causador da varíola humana quanto o causador da varíola dos macacos fazem parte da família "ortopoxvírus". A vacina, portanto, utiliza um terceiro vírus desta família, que, além de ser geneticamente próximo aos supracitados, é inofensivo aos humanos e ajuda a combater as doenças, o vírus vaccinia
Homens que fazem sexo com outros homens e as pessoas que tiveram contato próximo com um paciente infectado foram consideradas prioritárias para o recebimento das doses
Atualmente, existem duas vacinas em uso contra a varíola dos macacos no mundo: a Jynneos, fabricada pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic, e a ACAM2000, fabricada pela francesa Sanofi
A Jynneos é administrado como duas injeções subcutâneas (0,5 mL) com 28 dias de intervalo. A resposta imune leva 14 dias após a segunda dose
A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), agência internacional dedicada a melhorar as condições de saúde dos países das Américas, destinou lotes de doses da vacina contra a varíola dos macacos a diversas nações, incluindo o Brasil. Segundo especialistas, o esquema vacinal dos imunizantes é de duas doses com intervalo de cerca de 30 dias entre elas
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A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), agência internacional dedicada a melhorar as condições de saúde dos países das Américas, destinou lotes de doses da vacina contra a varíola dos macacos a diversas nações, incluindo o Brasil. Segundo especialistas, o esquema vacinal dos imunizantes é de duas doses com intervalo de cerca de 30 dias entre elas

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Concebida para agir contra a varíola humana, erradicada na década de 1980, a vacina contra a condição também serve para evitar a contaminação pela varíola dos macacos, por serem doenças muito parecidas
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Concebida para agir contra a varíola humana, erradicada na década de 1980, a vacina contra a condição também serve para evitar a contaminação pela varíola dos macacos, por serem doenças muito parecidas

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Tanto o vírus causador da varíola humana quanto o causador da varíola dos macacos fazem parte da família "ortopoxvírus". A vacina, portanto, utiliza um terceiro vírus desta família, que, além de ser geneticamente próximo aos supracitados, é inofensivo aos humanos e ajuda a combater as doenças, o vírus vaccinia
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Tanto o vírus causador da varíola humana quanto o causador da varíola dos macacos fazem parte da família "ortopoxvírus". A vacina, portanto, utiliza um terceiro vírus desta família, que, além de ser geneticamente próximo aos supracitados, é inofensivo aos humanos e ajuda a combater as doenças, o vírus vaccinia

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Homens que fazem sexo com outros homens e as pessoas que tiveram contato próximo com um paciente infectado foram consideradas prioritárias para o recebimento das doses
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Homens que fazem sexo com outros homens e as pessoas que tiveram contato próximo com um paciente infectado foram consideradas prioritárias para o recebimento das doses

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Atualmente, existem duas vacinas em uso contra a varíola dos macacos no mundo: a Jynneos, fabricada pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic, e a ACAM2000, fabricada pela francesa Sanofi
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Atualmente, existem duas vacinas em uso contra a varíola dos macacos no mundo: a Jynneos, fabricada pela farmacêutica dinamarquesa Bavarian Nordic, e a ACAM2000, fabricada pela francesa Sanofi

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A Jynneos é administrado como duas injeções subcutâneas (0,5 mL) com 28 dias de intervalo. A resposta imune leva 14 dias após a segunda dose
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A Jynneos é administrado como duas injeções subcutâneas (0,5 mL) com 28 dias de intervalo. A resposta imune leva 14 dias após a segunda dose

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A ACAM2000 é administrado como uma dose percutânea por meio de técnica de punção múltipla com agulha bifurcada. A resposta imune leva 4 semanas
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A ACAM2000 é administrado como uma dose percutânea por meio de técnica de punção múltipla com agulha bifurcada. A resposta imune leva 4 semanas

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A vacinação contra a mpox é uma estratégia indicada tanto para a prevenção e defesa quanto para ensinar o corpo a combater o vírus antes de uma infecção
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A vacinação contra a mpox é uma estratégia indicada tanto para a prevenção e defesa quanto para ensinar o corpo a combater o vírus antes de uma infecção

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Entre os sintomas da condição estão: febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas costas, inchaço nos linfonodos, exaustão e calafrios. Também há bolinhas que aparecem no corpo inteiro (principalmente rosto, mãos e pés) e evoluem, formando crostas, que mais tarde caem
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Entre os sintomas da condição estão: febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas costas, inchaço nos linfonodos, exaustão e calafrios. Também há bolinhas que aparecem no corpo inteiro (principalmente rosto, mãos e pés) e evoluem, formando crostas, que mais tarde caem

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A transmissão do vírus ocorre, principalmente, por meio do contato com secreções respiratórias, lesões de pele das pessoas infectadas ou objetos que tenham sido usados pelos pacientes. Até aqui, não há confirmação de que ocorra transmissão via sexual, mas a hipótese está sendo levantada pelos cientistas
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A transmissão do vírus ocorre, principalmente, por meio do contato com secreções respiratórias, lesões de pele das pessoas infectadas ou objetos que tenham sido usados pelos pacientes. Até aqui, não há confirmação de que ocorra transmissão via sexual, mas a hipótese está sendo levantada pelos cientistas

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O período de incubação do vírus varia de sete a 21 dias, mas os sintomas, que podem ser muito pruriginosos ou dolorosos, geralmente aparecem após 10 dias
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O período de incubação do vírus varia de sete a 21 dias, mas os sintomas, que podem ser muito pruriginosos ou dolorosos, geralmente aparecem após 10 dias

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Segundo o infectologista Victor Bertollo, do Hospital Anchieta, o vírus não se espalha com a mesma facilidade que doenças respiratórias comuns, como a Covid-19, mas em caso de suspeita, o indivíduo deve inicias o isolamento imediatamente.

“Se a pessoa tem sintomas sugestivos, mas ainda não possui o diagnóstico, deve se isolar. Mesmo que o resultado do teste PCR seja negativo, recomendo o isolamento e a repetição do exame alguns dias depois”, orienta o médico.

A prevenção envolve medidas simples, mas eficazes, como evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas, não compartilhar objetos de uso pessoal, lavar as mãos com frequência e procurar atendimento médico ao apresentar sintomas.

Vale a pena reforçar que pessoas com suspeita da doença devem evitar contato próximo até avaliação médica. A mpox não é uma doença nova e ainda circula no Brasil. O surgimento de novas variantes reforça a importância da vigilância.

A identificação precoce dos sintomas e a adoção de medidas de prevenção são as principais formas de interromper a cadeia de transmissão. Informação clara, atenção aos sinais do corpo e cuidados básicos continuam sendo as ferramentas mais eficazes para proteger a saúde individual e coletiva.

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