Cientistas dos EUA criam braço robótico capaz de sentir objetos

Inventada nos Estados Unidos, a prótese de última geração consegue devolver estímulos ao cérebro importantes para o controle do corpo

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atualizado 02/08/2019 15:56

Depois de 15 anos em fase de testes, pesquisadores da Universidade de Utah, nos Estados Unidos (EUA), desenvolveram, em parceria com a empresa de tecnologia médica Mobius Bionics, um braço robótico capaz de transmitir sinais por meio do sistema nervoso, devolvendo estímulos ao cérebro para que ele controle o corpo.

O mecanismo funciona com condutores elétricos chamados de eletrodos que são presos nos nervos da região amputada e na prótese. A partir daí, o sistema que controla o braço eletrônico identifica os sinais neurais que comandam a movimentação do aparelho. Após certo período de treino, isso permite que a pessoa mova o braço e a mão por conta própria.

O grande diferencial do “Luke Arm” é que ele é mais sensível e articulado do que as próteses tradicionais. O braço mecânico consegue reproduzir os principais movimentos de um braço humano, incluindo, por exemplo, a ação de agarrar objetos com firmeza ou delicadeza.

O primeiro teste oficial foi feito com o norte-americano Keven Walgamott, que teve o braço amputado há 17 anos, depois de sofrer um acidente com descarga elétrica. Com o membro mecânico, ele foi capaz de pegar objetos com as duas mãos, descascar uma banana e segurar uma uva. A tecnologia ganhou o nome de “Luke”, em referência a Luke Skywalker, protagonista da série Star Wars que tem sua mão cortada pelo sabre de luz do vilão Darth Vader.

Os pesquisadores pretendem aprimorar o protótipo para que ele seja capaz de identificar temperatura e dor. Outra melhoria prevista é criar um modelo que não precise ser acompanhado por computador para que seja aplicado no dia a dia dos pacientes. A previsão é que em 2021 três participantes do estudo usem os braços em casa diariamente. (Com informações da Revista Galileu)

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