Chá de camomila acalma mesmo? Entenda quais são os efeitos da bebida
Composto natural da camomila pode ajudar no relaxamento e no sono, mas consumo excessivo exige cuidados

Tomar uma xícara de chá antes de dormir faz parte da rotina de milhões de brasileiros. Entre as opções mais populares, a camomila ganhou fama de aliada do relaxamento e do sono. Mas será que o efeito calmante da bebida é real ou apenas sensação psicológica?
A resposta, segundo especialistas, é que a planta possui substâncias naturais capazes de atuar no organismo e favorecer o relaxamento. O consumo, porém, deve ser feito com moderação e não substitui tratamentos médicos em casos de ansiedade intensa ou distúrbios do sono.
Compostos da camomila ajudam no relaxamento
A clínica geral Mariane Pamplona, da Clínica Tivolly, em Brasília, explica que a camomila contém compostos bioativos ligados ao sistema nervoso central. Segundo ela, um dos principais é a apigenina, substância associada à sensação de tranquilidade.
“O flavonoide pode se ligar a receptores cerebrais relacionados ao relaxamento e à redução da tensão”, afirma.
A médica destaca que o chá pode funcionar como um aliado na rotina noturna, principalmente quando combinado com hábitos saudáveis de sono, como evitar telas antes de dormir e manter horários regulares. “Ele não funciona como um medicamento sedativo potente, mas pode atuar como um coadjuvante natural na rotina noturna”, completa.
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A nutricionista Lívia Maria Prudente de Almeida, do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo, explica que o efeito calmante da camomila é reconhecido principalmente em quadros leves de ansiedade e estresse.
“A camomila possui compostos naturais que atuam no sistema nervoso promovendo efeito calmante e relaxamento”, diz.
Segundo a especialista, o consumo moderado costuma ser suficiente para obter benefícios. A recomendação geral varia entre uma e três xícaras ao dia. “Consumir mais do que isso não significa aumentar o efeito calmante”, alerta.
Exagero e interação com remédios exigem atenção
Apesar de ser considerada segura para a maior parte das pessoas, a camomila não deve ser consumida de forma exagerada. O excesso pode provocar sonolência intensa, náuseas e até reações alérgicas em pessoas sensíveis a flores da família Asteraceae, como margaridas e crisântemos.
Outro ponto de atenção envolve a interação com medicamentos. Pessoas que usam anticoagulantes, sedativos, remédios para ansiedade ou insônia precisam ter cautela antes do consumo frequente. Gestantes, lactantes, idosos e pacientes com doenças crônicas também devem buscar orientação profissional antes de incluir grandes quantidades da bebida na rotina.
Os especialistas explicam que, apesar de natural, a camomila pode provocar efeitos no organismo, especialmente quando consumida em excesso ou associada a medicamentos. Entre os principais estão sonolência excessiva, queda de atenção, náuseas, desconfortos gastrointestinais, reações alérgicas e potencialização do efeito de remédios sedativos e anticoagulantes.
Em alguns casos, o uso exagerado também pode contribuir para desidratação e alterações nos níveis de sódio e potássio, principalmente em idosos e pessoas com doenças renais.



