Inédito: estudo testa células-tronco para tratar doença cerebral fatal
Primeiro paciente recebeu o transplante e ainda não apresentou efeitos adversos. Tratamento é esperança para doença de Huntington

A doença de Huntington é uma das mais assustadoras da medicina. A condição genética gradualmente destrói as células cerebrais, e costuma ser diagnosticada em pessoas entre 35 e 50 anos. Até hoje, não há tratamento eficaz para evitar a progressão de sintomas, que levam à morte: porém, um novo estudo quer mudar esse cenário.
Cientistas da Universidade da Califórnia Irving, nos Estados Unidos, estão testando um implante de células-tronco para não só evitar que as células cerebrais sejam mortas — eles querem substituir as unidades que já foram perdidas e basicamente parar o avanço da condição.
O primeiro paciente recebeu o transplante em maio e, até o momento, não apresentou eventos adversos nem sintomas sérios. O próximo voluntário passará pelo procedimento em julho. Ao todo, 21 pessoas passarão pelo estudo.
A doença de Huntington é uma condição progressiva, genética, que vai piorando ao longo de 10 ou 20 anos. Os principais sintomas são movimentos involuntários, dificuldade para pensar e planejar tarefas diárias, mudança de humor e depressão.
O transplante é feito no corpo estriado, uma região profunda do cérebro. Danos nessa área, que é responsável pelo controle motor, motivação e tomada de decisão, causam a doença. Os voluntários serão monitorados e os resultados serão publicados em revista científica quando forem finalizados e revisados.
“Somos gratos aos nossos pacientes e às suas famílias incríveis pela coragem de oferecer esperança a outras pessoas que dispõem de pouquíssimas opções”, comemora a líder do estudo, Leslie M. Thompson.

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