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Saúde

Células resistentes tornam câncer de intestino mais agressivo em jovens

Nova pesquisa aponta mudanças no organismo de pacientes mais jovens que tornam a disseminação do câncer para outros órgãos mais fácil

02/11/2026 11:21
MirageC/Getty Images
Recorte de papel representando a anatomia do intestino humano sobre fundo bege - Rastreio amplia diagnóstico precoce de câncer colorretal, diz estudo - Metrópoles

Nos últimos anos, casos de pessoas com menos de 50 anos sendo diagnosticadas com câncer colorretal cresceram – o número de mortes também aumentou. Segundo as descobertas de um novo estudo, a agressividade da doença em indivíduos mais jovens tem ligação com dois fatores: uma maior presença de células mais resistentes à quimioterapia e diferenças nas atividades dos genes.

Ainda de acordo com a pesquisa, essas mudanças em pacientes mais jovens podem tornar a disseminação do câncer para outros órgãos mais fácil. Os achados liderados por pesquisadores norte-americanos foram publicados na revista Nature Medicine na última quinta-feira (29/10).

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Sinais de alerta do câncer de intestino

  • Presença de sangue na evacuação, seja de vermelho vivo ou escuro, misturado às fezes, com ou sem muco.
  • Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal e que provoca diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal.
  • Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente de início recente, cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal.
  • Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.

Para a investigação, foram analisados 189 tumores de indivíduos com idades entre 29 e mais de 90 anos – destes, 54 foram diagnosticados antes dos 50 anos e 135 com essa idade ou mais. A partir de uma técnica de sequenciamento de RNA, os cientistas analisaram a atividade genética das milhares de células encontradas nos tumores.

Os resultados apontaram uma proporção maior de células do estroma em pacientes mais jovens. Elas podem sustentar o tumor e ajudá-lo a crescer, o que, como consequência, dificulta a eficácia do tratamento. Em indivíduos com menos de 50 anos, genes ligados a processos que ajudam na disseminação do câncer, como o FN1, estavam mais ativos.

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A expectativa é que os achados ajudem a nortear o desenvolvimento de novos tratamentos mais direcionados às complicações e, consequentemente, mais eficazes contra o câncer colorretal.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados mais de 53 mil novos casos por ano para o triênio 2026-2028. Atualmente, o câncer colorretal – também chamado de câncer de intestino – é o quarto mais comum no Brasil, estando atrás somente dos cânceres de pele não melanoma, mama e próstata.