Casos de sarampo aumentam 79% no mundo na pandemia, dizem OMS e Unicef

Autoridades alertam que, como a doença é altamente contagioso, os casos tendem a aparecer rapidamente quando os níveis de vacinação diminuem

atualizado 28/04/2022 11:01

SarampoDivulgação

Os casos de sarampo aumentaram 79% em todo o mundo nos primeiros dois meses de 2022 em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Houv registro de 17.338 casos de sarampo entre janeiro e fevereiro deste ano. Nos mesmos meses de 2021, 9.665 foram diagnosticadas com a doença.

“O sarampo é mais do que uma doença perigosa e potencialmente mortal. É também uma indicação precoce de que existem lacunas em nossa cobertura global de imunização, lacunas que as crianças vulneráveis ​​não podem arcar”, afirmou Catherine Russell, diretora executiva do Unicef.

O aumento de casos tem relação com a combinação entre a queda da cobertura vacinal – prejudicada pela interrupção das campanhas de imunização durante a pandemia da Covid-19 – e o retorno do convívio social dessas crianças, aumentando a capacidade de circulação do vírus entre as populações.

Em 2020, 23 milhões de crianças deixaram de tomar as vacinas básicas por meio de serviços de saúde de rotina. Esta é a maior perda desde 2009, e 3,7 milhões a mais do que em 2019.

“É encorajador que as pessoas em muitas comunidades estejam começando a se sentir protegidas o suficiente da Covid-19 para retornar a mais atividades sociais. Mas fazê-lo em lugares onde as crianças não estão recebendo a vacinação de rotina cria a tempestade perfeita para a propagação de uma doença como o sarampo”, disse Russell.

Outros fatores como as desigualdades no acesso a vacinas e ao desvio de recursos da imunização de rotina também foram apontados pelas entidades como os motivos por deixar crianças sem proteção contra o sarampo e outras doenças evitáveis ​​por vacina.

Campanha de vacinação no Brasil

A vacina contra o sarampo é aplicada todo o ano nos postos de vacinação do Sistema Único de Saúde. Este ano, ela foi incorporada à Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza para incentivar a população a se imunizar.

Até 2 de maio, profissionais de saúde poderão ser vacinadas contra a doença. A segunda etapa da campanha, entre 2 de maio e 3 de junho, contemplará as crianças com idades entre 6 meses e até 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias).

Veja a lista com as datas da vacinação:

1ª etapa – 4 de abril a 2 de maio:

  • Idosos com 60 anos ou mais (gripe);
  • Trabalhadores da saúde (gripe e sarampo).

2ª etapa – 2 de maio de 3 de junho:

  • Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias) (gripe e sarampo);
  • Gestantes e puérperas (gripe);
  • Povos indígenas (gripe);
  • Professores (gripe);
  • Pessoas com comorbidades (gripe);
  • Pessoas com deficiência permanente (gripe);
  • Profissionais de forças de segurança e salvamento e Forças Armadas (gripe);
  • Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso (gripe);
  • Trabalhadores portuários (gripe);
  • Funcionários do sistema prisional (gripe);
  • Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas (gripe);
  • População privada de liberdade (gripe).

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