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Brasil tem quase o dobro de jovens acima do peso que a média global

Relatório internacional aponta que 38% de crianças e adolescentes no país estão acima do peso e alerta para aumento da obesidade

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Foto colorida de pé humanos sobre balança que calcula grandes números de gordura no corpo - Metrópoles.
1 de 1 Foto colorida de pé humanos sobre balança que calcula grandes números de gordura no corpo - Metrópoles. - Foto: picture alliance / Getty Images

Quase quatro em cada 10 crianças e adolescentes brasileiros estão acima do peso. É o que mostra um levantamento do World Obesity Atlas 2026, relatório internacional que analisa a situação da obesidade em diversos países.

Segundo o estudo, 38,4% da população brasileira entre 5 e 19 anos apresenta sobrepeso ou obesidade. A proporção é quase o dobro da média global, estimada em 20,7% para essa faixa etária.

Em números absolutos, isso representa cerca de 17 milhões de jovens no país com excesso de peso. Desse total, aproximadamente 7,5 milhões já se enquadram no diagnóstico de obesidade.

O relatório também indica que o Brasil aparece entre os países com maior número de casos nessa faixa etária. O cenário acompanha uma tendência observada em várias nações de renda intermediária, em que mudanças no padrão alimentar e no estilo de vida têm contribuído para o aumento do peso entre os mais jovens.

Problemas de saúde já aparecem na juventude

O excesso de peso na infância e na adolescência está associado a uma série de problemas de saúde que antes eram mais comuns na vida adulta. Entre eles, estão hipertensão, alterações no colesterol, níveis elevados de açúcar no sangue e acúmulo de gordura no fígado.

Estimativas do relatório indicam que, em 2025, cerca de 1,4 milhão de crianças e adolescentes brasileiros apresentavam hipertensão relacionada ao excesso de peso. Outros 572 mil tinham hiperglicemia associada ao índice de massa corporal elevado (IMC).

Também foram estimados quase 1,9 milhão de jovens com triglicerídeos altos e cerca de 4 milhões com doença hepática associada à disfunção metabólica, condição frequentemente relacionada à obesidade.

Hábitos alimentares e estilo de vida estão entre os fatores que ajudam a explicar o cenário. O relatório aponta que o consumo de produtos ultraprocessados e bebidas açucaradas tem aumentado entre crianças e adolescentes, enquanto a prática de atividade física permanece abaixo do recomendado.

Hoje, cerca de 84% dos adolescentes brasileiros entre 11 e 17 anos não atingem os níveis de atividade física indicados para a idade.

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Sintomas da obesidade clínica que vão além do IMC
Além das doenças, pessoas com obesidade precisam lidar com estigmas sociais associados à doença, que envolvem preconceito, estereótipos desrespeitosos, falta de entendimento, levando os pacientes a condições de baixa autoestima, vergonha e culpa pela condição de saúde e pelo peso
A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é o desequilíbrio energético entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade de calorias utilizadas pelo indivíduo para realização de suas atividades diárias. O excesso de calorias não consumidas se acumula em forma de gordura corporal
Segundo um levantamentos da OMS, as taxas de obesidade em adultos praticamente triplicaram desde 1975 e se elevaram em cinco vezes em crianças e adolescentes. No Brasil, segundo o IBGE, a condição deve atingir quase 30% da população adulta do país em 2030
Essa condição médica se refere ao aumento da gordura corporal e que provoca uma série de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas de coração, dislipidemia (colesterol alto), esteatose (gordura no fígado) e outras comorbidades causadas pelo excesso de peso
Obesidade, mais do que o acúmulo de peso, é uma doença que afeta o corpo de forma sistêmica
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Obesidade, mais do que o acúmulo de peso, é uma doença que afeta o corpo de forma sistêmica

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Sintomas da obesidade clínica que vão além do IMC
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Sintomas da obesidade clínica que vão além do IMC

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Além das doenças, pessoas com obesidade precisam lidar com estigmas sociais associados à doença, que envolvem preconceito, estereótipos desrespeitosos, falta de entendimento, levando os pacientes a condições de baixa autoestima, vergonha e culpa pela condição de saúde e pelo peso
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Além das doenças, pessoas com obesidade precisam lidar com estigmas sociais associados à doença, que envolvem preconceito, estereótipos desrespeitosos, falta de entendimento, levando os pacientes a condições de baixa autoestima, vergonha e culpa pela condição de saúde e pelo peso

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A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é o desequilíbrio energético entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade de calorias utilizadas pelo indivíduo para realização de suas atividades diárias. O excesso de calorias não consumidas se acumula em forma de gordura corporal
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A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é o desequilíbrio energético entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade de calorias utilizadas pelo indivíduo para realização de suas atividades diárias. O excesso de calorias não consumidas se acumula em forma de gordura corporal

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Segundo um levantamentos da OMS, as taxas de obesidade em adultos praticamente triplicaram desde 1975 e se elevaram em cinco vezes em crianças e adolescentes. No Brasil, segundo o IBGE, a condição deve atingir quase 30% da população adulta do país em 2030
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Segundo um levantamentos da OMS, as taxas de obesidade em adultos praticamente triplicaram desde 1975 e se elevaram em cinco vezes em crianças e adolescentes. No Brasil, segundo o IBGE, a condição deve atingir quase 30% da população adulta do país em 2030

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Essa condição médica se refere ao aumento da gordura corporal e que provoca uma série de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas de coração, dislipidemia (colesterol alto), esteatose (gordura no fígado) e outras comorbidades causadas pelo excesso de peso
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Essa condição médica se refere ao aumento da gordura corporal e que provoca uma série de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas de coração, dislipidemia (colesterol alto), esteatose (gordura no fígado) e outras comorbidades causadas pelo excesso de peso

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De acordo com especialistas, apesar de a obesidade ser uma doença crônica multifatorial e, como todas elas, não ter cura, ela tem tratamento e controle
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De acordo com especialistas, apesar de a obesidade ser uma doença crônica multifatorial e, como todas elas, não ter cura, ela tem tratamento e controle

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Consumir alimentos saudáveis e praticar atividades físicas que favoreçam o ganho de massa muscular é uma forma de combater a condição
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Consumir alimentos saudáveis e praticar atividades físicas que favoreçam o ganho de massa muscular é uma forma de combater a condição

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Acima de tudo, é necessário ter força de vontade e constância. Para entender como controlar a obesidade é fundamental valorizar cada conquista alcançada
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Acima de tudo, é necessário ter força de vontade e constância. Para entender como controlar a obesidade é fundamental valorizar cada conquista alcançada

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Tendência de crescimento nas próximas décadas

As projeções indicam que, se a tendência atual continuar, o problema pode se intensificar. O relatório estima que, até 2040, mais da metade da população brasileira entre 5 e 19 anos poderá estar acima do peso.

Esse avanço pode trazer consequências importantes para os sistemas de saúde, já que o excesso de peso em fases precoces da vida aumenta o risco de doenças crônicas ao longo dos anos.

Para conter o crescimento da obesidade infantil, especialistas apontam a necessidade de políticas públicas que incentivem hábitos alimentares mais saudáveis e ampliem oportunidades de atividade física.

Entre as medidas sugeridas, estão a redução da publicidade de alimentos ultraprocessados voltada ao público infantil, estímulos à prática de exercícios nas escolas e ações de promoção da alimentação adequada desde a primeira infância.

O relatório também destaca a importância de fortalecer estratégias de prevenção e acompanhamento de saúde ao longo da vida, já que o excesso de peso costuma se desenvolver de forma gradual e pode começar ainda nos primeiros anos de vida.

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