Brasil patenteia primeira plataforma nacional de vacinas de mRNA

Fiocruz desenvolve tecnologia própria para produzir vacinas de RNA mensageiro, garantindo autonomia e ampliando pesquisas no país

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

retales botijero/Getty Images
Seringas médicas organizadas em um padrão em fundo azul. Metrópoles vacina demência
1 de 1 Seringas médicas organizadas em um padrão em fundo azul. Metrópoles vacina demência - Foto: retales botijero/Getty Images

O Brasil depositou a primeira patente de uma plataforma nacional para produção de vacinas de mRNA. O desenvolvimento foi feito pelo Bio-Manguinhos, Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fiocruz, e garante que o país possa produzir vacinas sem depender de royalties estrangeiros.


Como funcionam as vacinas mRNA?

  • As vacinas mRNA levam para o corpo uma cópia sintética do RNA mensageiro, que contém instruções genéticas para produzir uma proteína do vírus.
  • O imunizante não contém o vírus vivo ou inativado, apenas a informação para o corpo simular uma parte dele.
  • Quando o mRNA entra nas células, ele orienta a produção de uma proteína específica do vírus. No caso do HIV, por exemplo, pode ser uma parte da estrutura externa do vírus.
  • O corpo reconhece essa proteína como um invasor e começa a produzir anticorpos e células de defesa, preparando-se para combater o vírus real caso haja contato futuro.
  • Como o mRNA pode ser sintetizado em laboratório com agilidade, vacinas com essa tecnologia costumam ter produção mais rápida e com menor custo.
  • O mRNA não entra no núcleo da célula e não interage com o DNA. Ele é temporário e é eliminado pelo organismo depois de cumprir sua função.

Desde 2021, Bio-Manguinhos é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um centro de referência em vacinas de mRNA na América Latina. Localizado no complexo de Manguinhos, no Rio de Janeiro, o instituto já conduzia pesquisas com RNA mensageiro desde 2018, inicialmente focadas no desenvolvimento de terapias contra o câncer de mama.

Tecnologia e produção nacional

A plataforma brasileira utiliza RNA sintético protegido por um envoltório lipídico que facilita a entrada nas células e ativa o sistema imunológico sem expor o organismo ao vírus.

A estrutura permite a produção em larga escala e já existe um lote industrial pronto. Testes clínicos para vacinas contra a Covid-19 estão previstos para começar até o final do ano.

O centro de mRNA de Bio-Manguinhos tem planos de desenvolver vacinas contra sete doenças prioritárias, incluindo Covid-19, zika, chikungunya, leishmaniose, tuberculose, vírus sincicial respiratório e oropouche. A ideia é ampliar a autonomia científica do país e fortalecer a capacidade de resposta a surtos e epidemias.

Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?